quinta-feira, 22 de julho de 2010
terça-feira, 29 de junho de 2010
Efon
Efon é uma nação grande e com grandes orixás. Na África a nação ainda existe, e lá ainda cultua-se muitos orixás que se perderam no caminho para o Brasil. Devido a influência Keto, a nação de Efon, perdeu um pouco de sua raiz, que hoje tento resgatar.
Maria Violão Juntamente com ele, veio uma uma princesa do Ekiti-Efon , de nome Maria da Paixão(Adebolu), mais conhecida como Maria Violão, trouxe como orixá particular rei da nação, Olorokê (Aquele que é cultuado no alto). Como Adebolu, seu nome, significa A coroa que cobre a terra símbolo real por excelência.
Mãe Matilde vem a falecer no dia 30 de outubro de 1970 aos 67 anos de idade.
Após o falecimento de Matilde quem assume a casa é Cristóvão de Ogun que faleceu no dia 23 de setembro de 1985 aos 83 anos de idade. Após a morte de Cristóvão, a casa do Ase ficou fechada. Waldemiro de Xangô (Obálokitiassi) Baiano comprou a terra que fica o barracão, tentando assim levar à frente para que o Ase não acabe.
De uma forma simples e resumida tentaremos contar a história da casa que é o berço dos Efon no Brasil, o "Asé Yangba Oloroke ti Efon" ou simplesmente como é chamado o Terreiro do Oloroke situado à Rua Antonio Costa (antiga travessa de Oloke) nº 12, no bairro do Engenho Velho de Brotas - Salvador - Bahia, para que quando alguém ouvir falar de nosso Asé, saibam quem somos e de onde viemos. Em primeiro lugar vamos à origem na África, mais exatamente em Ekiti-Efon (não confundir com Ifon, a terra de Osalufon) no Brasil usa-se o termo "Lokiti Efon" e onde reina absoluta aquela que é a rainha da nação no Brasil, Efon, ou seja, Osun. Pois é bom esclarecer que Osun, nossa matriarca, é nascida em Ekiti-Efon, onde ela era considerada a mãe de Logum Edé, Yemoja e do Awujale de Ijebu-Ere, no estado de Ekiti (Onadele Epega). Para concluir podemos traduzir o nome da divindade Efon dos tempos Lailai como sendo Osun, nome de seu rio e onde guardava seus tesouros, companheira inseparável de Oloroke que é seu pai, ficando assim esclarecido o porque da casa chamar-se terreiro do Oloroke e Osun ser a dona do Asé, sendo ele louvado juntamente com Osun nos nossos principais ritos.
Pois bem, foi desta localidade, que veio para o Brasil na condição de escravos por volta de 1850 o fundador da nação no Brasil, um Tio Africano , chamado José Firmino dos Santos, mais conhecido como, Tio Firmo (Oxum Tadê) que veio da região de Ijesá que inclui Adô Ekiti, Ifon, Akurê, Ilesa, Ikirê, Ekiti Efon etc. Sua cidade natal seria Ilesá na antiga Ijesá onde foi iniciado para Oxum, e foi na cidade de Ifon que ele se iniciou em Ifá e recebeu o nome de Baba Erufá.
Maria Violão Juntamente com ele, veio uma uma princesa do Ekiti-Efon , de nome Maria da Paixão(Adebolu), mais conhecida como Maria Violão, trouxe como orixá particular rei da nação, Olorokê (Aquele que é cultuado no alto). Como Adebolu, seu nome, significa A coroa que cobre a terra símbolo real por excelência.
Por volta de 1860 Tio Firmo e Maria Bernarda fundam o Asé Oloroke no engenho velho de
Brotas, onde encontra-se até hoje, plantando ali o Asé de Osun e com isto além de fundar uma casa fundam também a Nação Efon. Mais tarde tio Firmo passa a viver maritalmente com Maria Bernarda da Paixão que era sua governanta e passam a dividiras funções do Asé.
Acredita-se que nesta época ambos já eram libertos. Os Igbas ou assentamentos dos orixás foram trazidos da África e estão até a presente data preservados no Ile. La encontra-se a Osun de Tio Firmo e Oloke de Maria Bernarda entre outros. Apesar da libertação dos escravos, a perseguição a cultos Afros foi intensa e conta-se que Tio Firmo foi preso por várias vezes. A árvore do Iroko, um dos símbolos da casa, foi plantada após a libertação dos escravos, mas bem no final do século XIX, e a muda do Iroko veio da Casa de Osumare.
Outra história interessante do Iroko do terreiro do Oloroke, é que onde ele foi plantado era caminho das pessoas, pois ainda não haviam muros nem cercas e foi debaixo do Iroko da casa, que a finada Mãe Runho da nação Jeje deu a luz a Nicinha Lokosi e esta informação pode ser confirmada por Nenê de Osagiyan neto carnal de Runho e por outros antigos ligados ao Bogun. Tio firmo vindo a falecer por volta de 1905 , fica a frente do Ase., Maria da Paixão (Adebolu). Maria Violão iniciou várias pessoas entre os quais podemos citar Mãe Milu que foi a Ya kekere do Asé, Matilde de Jagun (Baba Oluwa) sua sucessora e terceira mãe da casa,Cristóvão Lopes dos Anjos (Ogun Anauegi) , Celina de Yemonja (esposa de Cristóvão), Paulo de Sango, filho carnal de Mãe Milu, Crispina de Ogun, a quinta pessoa a governar o Asé, e muitos outros.
No dia 4 de outubro de 1936 morre Maria Bernarda da Paixão aos 94 anos de idade. Após muitas divergências assume a casa Matilde de Jagun, Baba Oluwa, que fez muitos iyawo entre os quais Noélia de Osun e Emiliana também de Osun. Tia Matilde tinha vontade que Waldemiro de Xangô (Obálokitiassi) feito na casa por Cristóvão Lopes dos Anjos (Ogun Anauegi) e que tomou 7 anos com ela assumise o Ase quando ela fosse. Após o falecimento de Matilde quem assume a casa é Cristóvão de Ogun que faleceu no dia 23 de setembro de 1985 aos 83 anos de idade. Após a morte de Cristóvão, a casa do Ase ficou fechada. Waldemiro de Xangô (Obálokitiassi) Baiano comprou a terra que fica o barracão, tentando assim levar à frente para que o Ase não acabe.
Baiano então reabre o Ase e senta na cadeira Mãe Crispina de Ogun. Após a morte de Mãe Crispina, a cadeira está a espera de uma nova Yalorisa ou Babalorisa até a data de hoje.
Eu também que sou feito desta nação com muito orgulho, estou resgatando tudo que estava se perdendo por causa da influência do Keto, para que a nação e o axé não se acabe.
OBS.: Acabar em termos, pois enquanto existir Oxum, Logun Edé, Olorokê, Olokê e outros orixás exclusivos desta nação ela não acabará.
OBS.: Acabar em termos, pois enquanto existir Oxum, Logun Edé, Olorokê, Olokê e outros orixás exclusivos desta nação ela não acabará.
A nação de Efon é pequena no Brasil mas tem grandes orixás.
Cante com a gente
A INJÔ LAYÓ
OMÓ EFON FARAYÓ
( DANCE COM A FELICIDADE
OS FILHOS DE EFON SÃO INICIADOS PARA A FELICIDADE )
Cante com a gente
A INJÔ LAYÓ
OMÓ EFON FARAYÓ
( DANCE COM A FELICIDADE
OS FILHOS DE EFON SÃO INICIADOS PARA A FELICIDADE )
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Constituição Federal
CONSTITUIÇÃO FEDERAL: Art. 215º - Inscrição .1"
" O Estado protegerá as manifestações das culturas populares, indígenas e afro-brasileira e de outros grupos participantes do processo civilizatório nacional".
CONSTITUIÇÃO FEDERAL: Art. 15º Incrição 6"
" É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegudo o livre exercício dos cultos religiosos e garantida na forma da lei, a proteção do local de cultos e suas liturgias"
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Ori
“ORI LO NDA ENI
ESI ONDAYE ORISA LO NPA ENI DA
O NPA ORISA DA
ORISA LO PA NIDA
BI ISU WON SUN
AYÉ MA PA TEMI DA
KI ORI MI MA SE ORI
KI ORI MI MA GBA ABODI”
ESI ONDAYE ORISA LO NPA ENI DA
O NPA ORISA DA
ORISA LO PA NIDA
BI ISU WON SUN
AYÉ MA PA TEMI DA
KI ORI MI MA SE ORI
KI ORI MI MA GBA ABODI”
“ORI é o criador de todas as coisas
ORI é que faz tudo acontecer, antes da vida começar
É ORISA que pode mudar o homem
Ninguém consegue mudar ORISA
ORISA que muda a vida do homem como inhame assado
AYÉ*, não mude o meu destino
Para que o meu ORI não deixe que as pessoas me desrespeitem
Que o meu ORI não me deixe ser desrespeitado por ninguém
Meu ORI, não aceite o mal.”
ORI é que faz tudo acontecer, antes da vida começar
É ORISA que pode mudar o homem
Ninguém consegue mudar ORISA
ORISA que muda a vida do homem como inhame assado
AYÉ*, não mude o meu destino
Para que o meu ORI não deixe que as pessoas me desrespeitem
Que o meu ORI não me deixe ser desrespeitado por ninguém
Meu ORI, não aceite o mal.”
É importante dizer que é o ORI que nos individualiza e, por conseqüência, nos diferencia dos demais habitantes do mundo. Essa diferenciação é de natureza interna e nada no plano das aparências físicas nos permite qualquer referencial de identificação dessas diferenças. . Sinalizando essa condição, talvez uma das maiores lições que possamos receber com respeito a ORI possa ser extraída do Itan ODU OSA MEJI, que reproduzimos a seguir e que é a resposta que foi dada por IFA para Mobowu, esposa de OGUN, quando ela foi lhe consultar:
“ORI buruku ki i wu tuulu.
A ki i da ese asiweree mo loju-ona.
A ki i m’ ORI oloye lawujo.
A dia fun Mobowu
Ti i se obinrin Ogun.
ORI ti o joba lola,
Enikan o mo
Ki toko-taya o mo pe’raa won ni were mo.
ORI ti o joba lola,
Enikan o mo.”
A ki i da ese asiweree mo loju-ona.
A ki i m’ ORI oloye lawujo.
A dia fun Mobowu
Ti i se obinrin Ogun.
ORI ti o joba lola,
Enikan o mo
Ki toko-taya o mo pe’raa won ni were mo.
ORI ti o joba lola,
Enikan o mo.”
“Uma pessoa de mau ORI não nasce com a cabeça diferente das outras.
Ninguém consegue distinguir os passos do louco na rua.
Uma pessoa que é líder não é diferente
E também é difícil de ser reconhecida.
É o que foi dito à Mobowu, esposa de OGUN, que foi consultar IFA.
Tanto esposo como esposa não deviam se maltratar tanto,
Nem fisicamente, nem espiritualmente.
O motivo é que o ORI vai ser coroado
E ninguém sabe como será o futuro da pessoa.”
Ninguém consegue distinguir os passos do louco na rua.
Uma pessoa que é líder não é diferente
E também é difícil de ser reconhecida.
É o que foi dito à Mobowu, esposa de OGUN, que foi consultar IFA.
Tanto esposo como esposa não deviam se maltratar tanto,
Nem fisicamente, nem espiritualmente.
O motivo é que o ORI vai ser coroado
E ninguém sabe como será o futuro da pessoa.”
Para os yoruba o ser humano é constituído dos seguintes elementos:
ARA, OJIJI, OKAN, EMI e ORI.
ARA é corpo físico, a casa ou templo dos demais componentes.
OJIJI é o “fantasma” humano, é a representação visível da essência espiritual.
OKAN é o coração físico, sede da inteligência, do pensamento e da ação.
EMI, está associado a respiração, é o sopro divino
ORI em yoruba tem muitos significados :
O sentido literal é cabeça física, símbolo da cabeça interior (ORI INU). Espiritualmente, a cabeça como o ponto mais alto (ou superior) do corpo humano representa o ORI.
“…ORI, eu te saúdo!
Aquele que é sábio,
Foi feito sábio pelo próprio ORI.
Aquele que é tolo,
Foi feito mais tolo que um pedaço de inhame,
Pelo próprio ORI…”
Aquele que é sábio,
Foi feito sábio pelo próprio ORI.
Aquele que é tolo,
Foi feito mais tolo que um pedaço de inhame,
Pelo próprio ORI…”
No ODU OGBEYONU (Ogbe Ogunda) vamos encontrar ainda, “…Quando acordo pela manhã coloco minha mão no ORI. ORI é fonte de sorte. ORI é ORI!…”. e um oriki dedicado à ORI, mostrando o papel que ORI tem na vida de cada pessoa quanto as suas relações interpessoais, suas relações com as outras pessoas, e as suas condições de realização e progresso em todos os empreendimentos da vida, nos diz:
“ORI mi Mo ke pe o o
ORI mi A pe je
ORI mi Wa je mi o
Ki ndi olowo o
Ki ndi olola
Ki ndi eni a pe sin
Laye
O, ORI mi
Lori a jiki
ORI mi lori a ji yo mo Laye”
ORI mi A pe je
ORI mi Wa je mi o
Ki ndi olowo o
Ki ndi olola
Ki ndi eni a pe sin
Laye
O, ORI mi
Lori a jiki
ORI mi lori a ji yo mo Laye”
“Meu ORI
Eu grito chamando por você
Meu ORI,
Me responda
Meu ORI,
Venha me atender
Para que eu seja uma pessoa rica e próspera
Para que eu seja uma pessoa a quem todos respeitem
Oh, meu ORI!
A ser louvado pela manhã,
Que todos encontrem alegria comigo”
Meu ORI,
Me responda
Meu ORI,
Venha me atender
Para que eu seja uma pessoa rica e próspera
Para que eu seja uma pessoa a quem todos respeitem
Oh, meu ORI!
A ser louvado pela manhã,
Que todos encontrem alegria comigo”
Toda existência no universo da Criação se processa em dois planos: O mundo visível, o AIYE, universo concreto que habitamos, e o mundo invisível, ORUN, onde habitam os seres sobrenaturais e os ” duplos” de tudo o que se encontra manifestado no AIYE. Não são, como é possível pensar, mundos independentes ou rigidamente separados. Na realidade podemos afirmar que o AIYE é, antes de mais nada, uma “projeção” da realidade essencial que tem existência e se processa no ORUN.
Para termos idéia quanto a importância e precedência do ORI em relação aos demais ORISA, um Itan do ODU OTURA MEJI, ao contar a história de um ORI que se perdeu no caminho que o conduzia do ORUN para o AIYE, relata: “… OGUN chamou ORI e perguntou-lhe, “Você não sabe que você é o mais velho entre os ORISA? Que você é o líder dos ORISA?’…” . Sem receio podemos dizer, “ORI mi a ba bo ki a to bo ORISA”, ou seja, “Meu ORI, que tem que ser cultuado antes que o ORISA” e temos um oriki dedicado à ORI que nos fala que ” Ko si ORISA ti da nigbe leyin ORI eni”, significando, “… Não existe um ORISA que apoie mais o homem do que o seu próprio ORI…”.
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