quarta-feira, 12 de outubro de 2011

SETE REGRAS PARA VIVER FELIZ


1.             ADQUIRA O HÁBITO DA FELICIDADE. Sorria, intimamente e torne este sentimento parte de você mesmo. Crie um mundo feliz para si. Aguarde cada dia, mesmo quando algumas nuvens obscurecerem o sol, sempre encontra algo de bom.

2.             DECLARE GUERRA A SENTIMENTOS NEGATIVOS. Não permita que aborrecimentos irreais o devorem. Se algum pensamento negativo lhe invadir o espírito, combata-o. Pergunte de si para si, porque você, que tem todo direito natural à felicidade, deve passar horas do dia em luta com o temor, o aborrecimento, o ódio. Ganhe a guerra contra esses flagelos insidiosos do Século XX.

3.             REFORCE A IMAGEM DE SI PRÓPRIO. Veja-se como foi nos seus melhores momentos e dê a si próprio certa atenção. Imagine os tempos felizes e o orgulho que sentiu de si. Crie experiências futuras agradáveis; dê a si mesmo, crédito pelo que é. Deixe de bater na própria cabeça.

4.             APRENDA A RIR. Às vezes, os adultos sorriem ou riem entre os dentes, mas nem todos riem realmente, isto é, risada verdadeira que dê a impressão de alivio e liberdade. O riso, quando genuíno purifica, faz parte do mecanismo do sucesso, lançando-o às vitórias da vida. Se você deixou de rir desde os 10 ou 40 anos, volte à escola do espírito e aprenda novamente o que nunca deveria ter esquecido.

5.             DESENTERRE OS TESOUROS ESCONDIDOS. Não permita que as suas aptidões e os seus recursos morram dentro de si; dê-lhes uma oportunidade para se submeterem às provas da vida.

6.             AJUDE O PRÓXIMO. Dar aos seus semelhantes poderá ser a experiência mais compensadora da sua vida. Não seja cínico; compreenda que muitas pessoas que parecem desagradáveis ou hostis estão usando fachada que acham capaz de protegê-las contra outros. Se der ao próximo, ficará admirado na reação grata, pelo reconhecimento que terão. Pessoas que parecem duras são, na realidade gentis e vulneráveis. Você sentir-se-á satisfeito quando der sem pensar em proveito para si.

7.             PROCURE ATIVIDADES QUE O TORNEM FELIZ. A natação, o tênis, o vôlei ? Pintar, cantar, coser? Não posso dizer-lhe. Você mesmo terá de escolher. Mas a vida é feliz, se fizer o que lhe agrada.

Existe uma tendência no ser humano de reduzir os novos fenômenos com que ele se defronta a idéias e definições preexistentes em sua mente oriundas de fatos anteriormente conhecidos. Esta redução dificulta uma visão e uma interpretação corretas do que se analisa. Assim, os fatos culturais dos negros do Golfo do Benin nos seus cerimoniais e ritos transformam-se, nesta visão deformadora, em religião primitiva.

O Candomblé não é primitivo e muito menos religião, antes de tudo, este conjunto de preceitos, regras, ritos e práticas forma um weltanchau (visão do mundo, concepção global de apreensão da realidade - termo usado em filosofia) e uma técnica que permite o confronto com a natureza e com seus semelhantes, utilizando a energia de sua própria mente (o Òrí).
Os Òrísá (de Òrí: cabeça, mente; Àsé: força, magia) não existem fora da mente humana, não são deuses primitivos de um panteão imaginado pela concepção cultural do branco nem são espíritos de luz comandando "falanges" de almas como os idealizam os descendentes dos povos bantos, associado ao fenômeno da cosmogonia nagô à sua cultura religiosa, que se fundamenta no culto dos ancestrais.

Devemos despir o Candomblé da carga sincrética que for desvirtuante, para fazer emergir o entendimento do que é a mais pura tradição nagô. Os rituais e cerimônias não serão descritas, pois isto já foi feito e muito bem por mestres como Descoredes dos Santos, Fred Aflalo, Roger Bastide, Pierre "Fatumbi" Verger e tantos outros.
O que realmente importa, é comentar cada cerimônia, cada festa, cada fundamento e cada obrigação, buscando sua explicação purificada do misticismo branco ou banto, para fazer aflorar a verdadeira função de "Òrí", único alvo e agente do culto nagô, e a de "Ifá" como orientador e verdadeiro Oluwô.

A intenção deste redimensionamento não é diminuir a importância dos fatos, mas sim, um engrandecimento, na proporção humana, para que se desvende a sua grandeza original. Fazer voltar a luz, saindo das trevas da religiosidade ignorante, na sabedoria milenar que permite desenvolver a capacidade do homem de se situar e de interagir na sua formação, na natureza e no convívio social.
Se recusando a divinizar Òsàlá, satanizar Èsú ou santificar todos os Òrísá, devemos isolar os erros, afastar os temores, expulsar os demônios brancos de nossa ontogonia, abrindo as portas a entendimento, o que permitirá que mais pessoas possam utilizar este importante sistema de controle da própria mente e, em conseqüência, dos fatos naturais e sociais nos quais atua.

Ori

Orunmilá reuniu todos os orisás  em sua casa, e lhe fez a seguinte pergunta:

Quem dentre os orisas pode acompanhar seu devoto numa longa viagem além dos mares e não voltar mais?

Sangó respondeu que ele podia, então lhe foi perguntado, o que ele faria depois de ter andado, andado e andado, até as portas de Cossô, a cidade de seus pais, aonde iriam lhe preparar um amalá e oferecer-lhe uma gamela de farinha de inhame, onde dariam orobôs e um galo, um aquicó, Sangó respondeu:
" Depois de me fartar, retornarei a minha casa "
Então foi dito a Sangó, que ele não conseguiria acompanhar seu devoto, numa viagem sem volta aos mares.
Aos que entrava pela porta e ali ficavam em pé, Ifá fez a pergunta:

" Quem dentre os orisás pode acompanhar seu devoto numa longa viagem além dos mares e não voltar mais? "
Oya respondeu que ela poderia.
Foi lhe perguntado,o que ela faria depois de caminhar uma longa distância,caminhar e caminhar e chegar à cidade de Irá, o lar dos teus pais, aonde lhe ofereceriam uma gorda cabra e lhe dariam um pote de cereal.

Oya respondeu:

" Depois de comer até me satisfazer, voltarei para casa "
Foi dito a Oya que ela não poderia acompanhar seu devoto numa viagem sem volta além dos mares.

A todos os orisás reunidos por Orunmilá, Ifá fez a seguinte pergunta:

" Quem dentre os orisás pode acompanhar seu devoto numa longa viagem além dos mares e não voltar mais? "
Osalá disse que ele poderia.
Foi lhe perguntado então:
O que ele faria depois de caminhar  uma longa distância,caminhar e caminhar e chegar à cidade Ifom, o lar dos seus pais, onde matariam duzentos igbins, servidos com melão e vegetais.

Osalá respondeu:
" Depois de comer até ficar saciado, voltarei para minha casa "
Foi dito a Osalá que ele não poderia acompanhar seu devoto numa viagem além doa mares.

A todos os Orisás reunidos por Orunmilá, Ifá fez a seguinte pergunta:
" Quem dentre os orisás pode acompanhar seu devoto numa longa viagem além dos mares e não voltar mais? "
Esú respondeu que ele podia acompanhar seu devoto.
Então foi lhe perguntado:
" O que farás depois de caminhar uma longa distância, caminhar e caminhar , e chegar à cidade de Queto, o lar dos seus pais, e ali te derem um galo e grande quantidade de azeite-de-dendê e aguardente?
Ele respondeu que:
Que depois de se fartar ele voltaria para casa,foi dito a Esú:
" Não, não poderias acompanhar teu devoto numa longa viagem além dos mares e não voltar ".

A todos os Orisás reunidos por Orunmilá, Ifá fez a seguinte pergunta:
" Quem dentre os orisás pode acompanhar seu devoto numa longa viagem além dos mares e não voltar mais? "
Ogum disse que ele sim poderia.
Foi lhe perguntado:
O que ele faria depois de caminhar uma longa distância, caminhar e caminhar  e chegar à cidade de Irê, o lar de seus pais, onde haviam de lhe oferecer feijões-pretos cozidos e lhe matar um cachorro e um galo.
Ogun respondeu:
" Depois de me satisfazer, voltarei para a minha casa, cantando alto e alegremente pelo caminho "
Foi dito a Ogun que ele não poderia acompanhar seu devoto numa viagem sem volta além dos mares.
A todos os Orisás reunidos por Orunmilá, Ifá fez a seguinte pergunta:

" Quem dentre os orisás pode acompanhar seu devoto numa longa viagem além dos mares e não voltar mais? "
Osun disse que ela podia.
Foi lhe perguntado:
" O que farias depois de caminhar uma longa distância ,caminhar e caminhar, e chegar a cidade à cidade de Ijimu, o lar de seus pai , onde te dariam cinco pratos de feijão- fadinho com camarão, tudo acompanhado de vegetais e cerveja de milho ?"
Respondeu Osun:
" Depois de me saciar, voltaria para minha casa ".
E foi dito a Osun que ela não poderia acompanhar seu devoto numa viagem sem volta alem dos mares.

A todos os Orisás reunidos por Orunmilá, Ifá fez a seguinte pergunta:
" Quem dentre os orisás pode acompanhar seu devoto numa longa viagem além dos mares e não voltar mais? "
A todos os Orisás reunidos por Orunmilá, Ifá fez a seguinte pergunta:
" Quem dentre os orisás pode acompanhar seu devoto numa longa viagem além dos mares e não voltar mais? "
O próprio Orunmilá disse que ele poderia, disse que poderia seu devoto numa viagem sem volta alem dos mares.
Foi lhe perguntado:
" O que farás depois de caminhar uma longa distância, caminhar e caminhar e chegar à cidade de Igueti, o lar dos teus pais, onde vão te oferecer dois ligeiros preás, dois peixes, nadam graciosamente, duas aves fêmeas com grande fígados, duas cabras pesadas de prenhas, duas novilhas com grandes chifres?
E onde vão preparar inhames pilados, mingaus de farinhas brancas e a mais preciosa de todas as cervejas?
E também te oferecer os mais saborosos obis, e as melhores pimentas doce?
" Depois de me fartar ", respondeu Orunmilá " Voltarei para minha casa "
O sacerdote de Ifá ficou pasmo, não conseguia dizer uma só palavra sequer.
Porque ele simplesmente não entendia essa parábola.

Disse ele:

" Orunmilá, eu confesso minha incapacidade. Por favor, ilumina-me com tua sabedoria .
Orunmilá, és o líder, eu sou o teu seguidor.
Qual é a resposta para a pergunta sobre quem dentre os Òrisàs podem acompanhar seu devoto numa viagem sem volta além dos mares?"
Falou Orunmilá:

" A unica resposta é ....Ori.
Somente Ori
Disse Orunmilá:
" Quando morre um sacerdote de Ifá, dizem que seus apetrechos de adivinhação, devem ser deixados numa corrente d'água.
Quando morre um devoto de Sangô, dizem que suas ferramentas devem ser despachadas.
Quando morre um devoto de Osalá, dizem que sua parafernália deve ser enterrada ."
Disse também Orunmilá:
" Mas quando os seres humanos morrem, a cabeça nunca é separada do corpo para o enterro.
Não. Lá esta Ori. Lá vai ele junto com o seu devoto, a qualquer lugar "
Falou ainda Orunmila:
" Pois o Ori é o único que pode acompanhar seu devoto numa viagem alem do mares"

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Ikú - Morte

È visto como um agente criado por Olódùmarè para remover as pessoas cujo tempo na Terra tenha terminado. A morte é denominada Ìkù, e trata-se de um personagem masculino. Sua lógica é para as pessoas mais velhas, e e que, dadas certas condições, devem viver até uma idade avançada. Por isso, quando uma pessoa jovem morre, o fato é considerado tragédia; por outro lado, a morte de uma pessoa idosa é ocasião para se alegrar. Sobre isto, costuma-se dizer  Ìkù  kì pani, ayò l' o npa ni - " A morte não mata, são os excessos que matam ".

O odú  Òyèkù Méji revela, em um de seus ìtàn, que a morte começou a matar depois que sua mãe foi espancada e morta na praça do mercado:

Níjó tí won npàyá ìkù nígbè
Lójà Ejìgbòmekùn
Ìkù gbó
Ìkù ban bíi gáte
Ìkú mérin se késé

Ó fefón sokun fà
Ó fàkekèé pa késé ijà mèsé danindànindanin

No dia em que a mãe da morte foi espancada
No mercado de Ejìgbòmekùn
A morte ouviu
E gritou alto, enfurecida
A morte fez do elefante a esposa do seu cavalo
Ele fez do búfalo sua corda
Fez do escorpião o seu esporão bem firme pronto para a luta

Posteriormente, a morte foi subjugada depois que seus inimigos conseguiram que ela comesse o que era proibido comer, segundo o conceito do èwò visto anteriormente, só conhecido através do jogo de Ifá. Neste relato, é a esposa de Ìkù, Olójòngbòdú que revela este segredo:

A díá fún Olójòngbòdú                   
Obìnrin Ìkú
Wón pè é lóòrò kùtùkùtù
Wón ni kín ni Ìkú okoo rè gbodò
Ti ó fi npomo dómoó kiri?

Ó ní Ìkú oko òun ò gbdò jekú
Wón ní bó bá jeku nkó?
Ó ní bó Ìkú a máa wá iróróró iróróró
Ó ní bó Ìkú oko òun, ò gbodò jeja
Wón ní bó bá jeja nkó?

Ó ní esè Ìkú a máa gbón irìrìrì irìrìrì
Ò ní Ìkù oko òun, ò gbodò je yin pépéiye
Wón ní bó bá jeyein pépéiye nkó?
Ó ní Ìkù a máa bì igòròrò igòròrò

Nós consultamos Ifá para Olójòngbòdú
Mulher de Ìkú
Ela foi chamada cedo, pela manhã
Eles perguntaram o que seu marido não podia comer
Que o tornasse capaz de matar outros filhos pessoas ao redor?
Ela disse que a morte, seu marido, não  podia comer ratos
Eles perguntaram o que aconteceria se ele comesse ratos?
Ela disse que as mãos  da morte tremeriam sem parar
Ela disse que a morte, seu marido, não podia comer peixe
Eles perguntaram o que aconteceria se ele comesse peixe?
Ela disse que os pés da morte  tremeriam sem parar
Ela disse que a morte, seu marido, não podia comer ovo de pata
Eles perguntaram o que aconteceria se ele comesse ovo de pata?
Ela disse que a morte vomitaria sem parar

A conclusão deste odù é que foram dados à morte todos os alimentos proibidos, o que fez acalmar e impedir a sua tarefa que estava sendo feita sem qualquer critério, ou seja, a morte foi subjugada apenas depois que seus inimigos conseguiram que ela comesse o que era proibido comer. Verificamos novamente a importância do respeito às coisas proibidas, èwò, cujo o conhecimento só é possivél através do sistema de Ifá.

Devemos registrar que, no processo de divinização de Ifá, ocorrendo a caída deste odú, irá revelar  vitória de  qualquer pessoa sobre a morte.
Embora a morte seja inevitável, e imprevisível vimos que ela pode sofrer alterações através da intervenção
de Òrunmìlà ou de qualquer outro orisá junto a Olodumarê, e isto é previsto em outro mito, quando Èsù consegue subornar o filho de Ìkù, que revela o modo pelo qual Ìkù matava com o uso de uma clava, a fonte indispensável de seu poder . Sem essa clava, Ìkù tornava-se impotente, Èsù foi ajudado por Ajàpàá, a tartaruga, que conseguiu o que desejava, conforme o dito Ajàpàá gbé òrúkú l' owó Ìkù - "A tartaruga tirou a clava das mãos de Ìkù". Posteriormente, fez um pacto com Òrúnmilà, com a condição dele ajudá-lo a recobrar  a sua clava; em troca, Ìkù  só levantaria aqueles que não se colocarem sob proteção de Òrúnmìlá ou aqueles que estivessem com a data ja determinada para o fim de suas vidas na terra. Isso reflete  a necessidade de um constante  acompanhamento da situação de uma pessoa através do jogo. Daí o provérbio Arùn  l' a wò, a kì wo Ìkù - " A doença pode ser curada, a morte não pode ser remediada ". E ainda odù Irò-sun-Oso revela:

Aìdé Ìkù l' à mbo Òsùn
Aìdè Ìkù l' à mbo Òrisà
Bi Ìkù bá dé, Ìkù ò gbà ebo.

Se Ìkù não chegar,adoremos Òsùn
Se Ìkù não chegar,adoremos Òrisà
Se Ìkù realmente chegar, não adianta Ìkù receber sacrificio






   

Orunmilá

Orunmilá aprende o segredo da fabricação dos homens

Obatalá reuniu as matérias necessarias à criação do homem, e mandou convocar os seus irmãos orisás.
Apenas Orunmilá compareceu, por isso  Obatalá o recompensou, permitiu que apenas ele conhecesse os segredos da construção do homem.
Revelou a Orunmilá todos os mistérios e os materiais usados na sua confecção, Orunmilá tornou-se assim o pai do segredo, da magia e dos conhecimento do futuro.
Ele conhece as vontades de Obatalá e de todos os orisás envolvidas na vida dos humanos, somente Orunmilá sabe de que modo foi feito o homem, que aventuras e que infortúnios foram usados na construção de seu destino.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Orisa - Multiplicidade

A multiplicidade do panteão de divindades, que produziu o mesmo efeito no candomblés do Brasil, pode ser explicada através do seguinte quadro:

1: O mesmo Òrisà e venerado com outros nomes em religiões diferentes, tornando-se outra divindade:

Ìrókò                (yoruba)       Lóko     (jeje)
Sàpònná           (uoruba)       Sapata   (jeje)
Sángó                (Òyó)         Òrànfè    (Ifè)
Yemonja        (Abéòkúta)     Mawu    (jeje)

2: O mesmo òrisà e reverenciado em cidades diferentes, passando a ter o segundo nome designado o lugar de origem do culto:

Ògún Oniré           (Ìré)         Ògùn Edejé             (Ilodo)
Òsun Òsogbo    (Òsogbo)    Òsun Yeyepondá    (Ipondá)

Èsù Jelú                (Ijèlú)      Èsú Woro                 (Woro)

3: O mesmo òrisà recebe outros nomes de acordo com seus atributos ou fatos relativos às suas realializações

Ògún Mejèèje: refere-se as lutas contra as sete cidades antes de Ògún invadir a cidade de Ìrè
Èsù Akésan: é a denominação de Èsù quando assentado para a prática dos jogos divinatórios;
Ìyárí: é aversão de Yemonja como a dona das cabeças;
Obalùwáyé: titulo que Omolu recebe e que significa " Rei e Senhor da Terra "
Yansàn: titulo de Oya com duplo significado: "Mãe da Tarde" ou  "Mãe dos Nove" (orun)
Òsáigbó: titulo de Òsàála como rei dos igbó
Ìyáominibú: denominação de Òsun como a Mãe das Águas Profundas.

4: Heróis,Reis e Guerreiros entram no panteão das divindades através da excessiva veneração por parte do povo:

Òrànmíyàn: rei de Òyó e pai de Sangó
Odùdúwà: rei de Ifé e ancestral do povo yorubá
Aganjú: 4º rei de Òyó e filho de Àjàká

5: O enredo de um òrisà com outro cria interferência e amplitude de seus poderes, advindo dai um novo nome:

Òsun e Òsóòsí: Yeyeòkè
Yemonja e Ògùn: Ògúnté

Este crescimento no panteão das divindades fez aumentar, paralelamente, o número de símbolos, cânticos e rituais, com a noção exata de que todas as divindades são reais portadoras de caracterizações variadas divindades principais

Orun Àiyé: José Beniste: pag 93

sábado, 17 de setembro de 2011

QUANTO PAGAR E PORQUE PAGAR

Que fique muito claro que, a todo instante e durante todo o texto que abaixo será observado pelo leitor atento, refiro-me aos VERDADEIROS SACERDOTES de Òrúnmìlà, ou dos Cultos aos outros Òrìsà do panteão religioso Yorùbá. Estarei referindo-me aos sinceros e honestos praticantes de uma Religião digna e honrada que é a Religião que nos foi legada pelo povo Yorùbá. Pais e Mães de Santo, INESCRUPULOSOS, estão excluídos das referencias que faço abaixo, porque entendo que estes títulos já viraram sinonimo de Macumbeiro, aqueles que só comercializam com a Fé.

PAGAMENTOS REALIZADOS EM DINHEIRO PELOS PRÉSTIMOS AOS ÒRÌSÀ

É esta uma das mais comuns observações e críticas que vejo ser dirigida para a Religião dos Òrìsà, tendo como alvo direto o Babaláwo ou o Bàbálòrìsà /Ìyálòrìsà, ou seja, a cobrança por parte do Sacerdote e os pagamentos feitos pelos ritos que serão realizados. Excluídas todas as ressalvas que já foram exaustivamente feitas em defesa desta prática sagrada, que é o pagamento para que sejam ministrados os sacramentos que toda religião possui, e que não exclui a Religião dos Òrìsà, devo tentar fazer lembrar alguns fatos que no meu ver são de extrema relevância, tanto ao Sacerdote como ao Fiel ou Iniciado. Quando alguém paga para a realização de algum rito dirigido aos Òrìsà, ele está:

1. Contribuindo para a continuidade da existência de um Templo Sagrado dos Òrìsà, fato que gera condições para que a religião, onde sua fé está depositada, continue a existir;

-          Ajudando a custear a manutenção de um Sacerdote que dedica sua vida a prestar serviços religiosos para o bem estar daqueles que o procuram;
-          Colaborando para que o Sacerdote tenha tempo e condições de praticar, estudar e aprender mais sobre sua própria Religião, e com isso oferecer mais aos seus fiéis;
-          E outros.

Se todas as citações acima são de suma importância, julgo que existe outra ponderação mais importante, ou seja:
Quando um Fiel, ou um Iniciado, paga para que um ritual seja presidido, ele está "gastando seu dinheiro", na maioria das vezes, com sua própria Orí (cabeça, energia primordial, Orisa principal, energia interior) ou com seus próprios Òrìsà.

PODE HAVER UM DINHEIRO MAIS BEM EMPREGADO DO QUE ESTE?

Parece-me que os pagantes se esquecem disso! Mas ainda, não chegamos ao ápice da questão. A grande e maior importância que deve ser dada ao dinheiro que é gasto com a Religião está diretamente relacionada com o fato de se estar dedicando o sacrifício para ganhar o dinheiro, empregando um determinado valor para uma obra de Elédùmarè (Deus).

Em síntese: Eu observo que as pessoas relacionadas com a Umbanda e o Candomblé RECLAMAM por gastar seu dinheiro com suas próprias Orí, com seus próprios Òrìsà e principalmente com os templos da sua própria religião, onde se pratica a obra de Elédùmarè (Deus).

Mas, EXIGIR e cobrar o melhor para si, todos exigem.
Como alguém pode querer receber com amor, se não dá com amor?
Aqui está uma das grandes chaves para o sucesso, ou para o fracasso, de qualquer rito realizado nos Templos dos Cultos aos Òrìsà. Todas as religiões ensinam seus fiéis a dar amor para Deus. E este dar não envolve somente dar coisas abstractas, mas envolve também em dar coisas concretas, materiais e necessárias para a manutenção e existência da continuidade da religião.

Elogio aqui muitos cristãos que já aprenderam a doar para as suas igrejas, ENTENDENDO que aquilo que doam é pela necessidade que sentem de fazer com que a palavra do Deus que eles acreditam seja expandida e difundida aos quatro cantos do mundo. É assim que crescem as Igrejas Evangélicas, muitas vezes causando ciúme para seus próprios irmãos da mesma fé. Mas, literalmente oposto a isso, vejo que nas casas de Cultos Afro-brasileiros as pessoas reclamam por gastar seu dinheiro com as obras de Deus, reclamam que seus Babá e Ìyá são pessoas ignorantes e sem cultura, reclamam que sua religião está sendo massacrada na mídia, mas eu pergunto:

Qual a condição financeira que estas pessoas, que reclamam, dão para que este quadro seja revertido, já que ninguém quer pagar para obter o auxílio do Sacerdote ou do Templo que frequenta?  
As Ilé Àse Òrìsà, conhecidas como Casas de Santo, não são também a Casa de Deus?
Quem paga pode exigir! Exigir que o Sacerdote estude e se aprimore. Exigir que o Templo seja limpo e bem cuidado. Exigir receber ensinamentos. O Sacerdote pode até ser rico e a Ilé Òrìsà pode até ser luxuosa, desde que seus Fiéis e Filhos Iniciados também tenham sabedoria, riqueza e sucesso. Esta é a troca, que todos desejam obter de Elédùmarè (Deus) quando vão buscar o auxílio dos Òrìsà através do Sacerdote Bàbálòrìsà. Se, egoisticamente, alguém nega parte do que tem de material para as obras de Deus, o que poderá esperar em troca? Faça sua religião ser grande e forte, e você será sábio, rico e próspero. Seja mesquinho com as obras de Deus e com sua religião, e sua vida se resumirá num eterno pedir e reclamar. E, se por acaso, o Bàbálòrìsà, o Rabino, o Padre ou o Pastor empregar mal o dinheiro que recebe, a responsabilidade espiritual é dele. Faça você a sua parte, doando para as obras onde seu Deus se encontra, sempre com amor e sem apego. O Sacerdote ou o Templo são, para você, meros instrumentos. Lembre-se que, perante Elédùmarè (Deus), cada um é responsável pelos seus atos.

Awofá Ifákemi Miguel Ti’obatalá
EGBE MÒGÀJÍ IFÁ (COMUNIDADE HERDEIROS DE IFÁ/GO)

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Perfil das Pessoas - Tendências e Temperamentos que os Òrisàs oferecem

Èsù:
Carácter variavél, ao mesmo tempo bom e ruim - compreensão dos problemas alheios - são conselheiros e intrigantes - procuram fazer tudo certo, mas se resolvem, fazem tudo errado - são pessoas fortes e incasáveis - intrigantes, desordeiros, animados, alegres e brincalhões - gostam de fiscalizar os outros, gostam de resolver encrencas que surgem - ciumento e interesseiros.

Ògún:
Nada temem - atlético, agressivos e de mau humor - como maridos são brutais e insensíveis - viris e conquistadores - costumam separar e juntar - são rápidos - agem sem pensar - ofendem-se facilmente - insistentes naquilo que desejam - emotivos, impacientes e brigões - arrependem-se facilmente - gostam de comer bem e de beber - temperamento difícil - muita iniciativa.

Òsósòsì:
São espertos,ágeis,esbeltos _ tem senso de responsabilidade - apaixonados, rômanticos, carinhosos, volúveis, narcisistas - são festeiros - amáveis, educados e muito estimados - podem chegar a ser falsos e traiçoeiros - qualidades artísticas, criatividade, iniciativas, curiosos - agressivos e francos a ponto de serem grosseiros - não guardam segredos.

Òsányìn: Frágeis, saúde delicada,responsáveis,volúveis sem ambições - são dados a estudos e reflexões - sonhadores - esquisitos e desligados - preservam a liberdade - propensão à homossexualidade - dotados de muita energia - prestativo - carentes - desinteressados - ligados a família, mas gostam de viver de forma independente.

Omolu: Possuem a marca do òrìsà no corpo - resistência diante das doenças - relacionamentos social difícil - os homens não têm sorte com mulheres - se for mulher pode não ser boa mãe - gostam de família - dedicam-se a outras pessoas a ponto de esquecer de si próprios - generosos  e com senso de responsabilidade - gostam de se modificar - reservados e caseiro - o que é seu é seu - não admitem que nada lhes seja tomado - muita intuição.

Òsumarê: Tendências à riqueza - generosidade - não negam ajuda - têm beleza - são elegantes e despertam atenções - são pessoas dadas a surpresas - dinâmicos e curiosos - inteligentes, espertos, pacientes, perseverantes, exibicionistas, raivosos - possuem cacoetes - são uma cobra embrulhada num papel de presente - dão o bote sem esperar.

Nànà: São velhas antes do tempo - lenta nos atos e ações - calmas, equilibradas, trabalhadoras, gentis, dignas - têm reservas sobres homens - resistências física, austera, sem beleza ou vaidade - não suportam desordem e desperdício - gostam de crianças - reclamam muito - são sábias, carinhosas, ranzinzas - são dadas a cozinhar e costurar.

Òsun: Graciosas, elegantes, sensuais, delicadas - o encanto é a arma para conseguir  que desejam - chegam a ser infantis - não recusam nada -  premonição - podem ser perigosas - falsas - o rio está calmo mas a pessoa se afoga - adoram joiás - tendências a perdê-las -  busca de posição social -  emotivas - voz suave - dependentes - meigas,sorridentes, às vezes preguiçosas - problemas conjugais - astutas.

Obà: Mulheres valorosas - são incompreendidas - atitudes agressivas em consequência de experiências não bem sucedidas - tendências viris - ambiciosas, buscam nada perder - masculinizadas - forte aparência física - não levam desaforos - julgam-se superiores junto ao marido ou a outras mulheres.

Yemonja: Impresiveis como as ondas - ciumentas - esposas e mães zelosas - perdoam mas não esquecem - desconfiadas - fazem as coisas e tiram o corpo fora - aparentemente calmas - dão para os negócios - se forem magras, fogem do conceito e se tornam perigosas - exigentes no respeito à posição assumida.

Yánsan: Audaciosas, poderosas, astutas e ciumentas - dedicadas ao companheiro, não admitindo ser enganadas - fiéis e leais, podendo mudar, caso sejam contrariadas em seus projetos - vistosas, bonitas, possessivos - atividade sexual - são do momento - sentem -se bem diante dos problemas - sabem viver nas tempestades - irrequietas - energia e dinamismo.

Sángo: Conscientes de uma suposta realeza - sentimentos ligados a justiça - não admitem sem contrariados, podendo ser violentos e incontroláveis - tendências à obesidade - ligados a mãe - liderança -gostam da vida, mas temem a morte  - vingativos - orgulhosos, teimosos, atrevidos, elegantes, gulosos, dorminhoco - não são asseados - conquistadores - infiéis - cimentos - senhores de sua  obrigação - pão duros -  não sabem perdoar - brincalhões

Lógun Ède: Bonitos e de trato fácil - orgulhosos de sua beleza - são eternos jovens mulherengo -  calmos, educados, ciumento, individualistas, pão duros, narcisistas - o que é seu é seu - vaidosos -  gostam de demonstrar grandeza -  quando vêem roupa cara e outra barata, compram a mais cara.

Òsàlúfón: Pessoas calmas e dignas - teimosas - não mudam planos mesmo com opiniões contrárias - assumem a consequência de seus atos - frágeis - podem ter defeito de nascença no corpo - friorentos, vingativos - podem ficar afastados dos instintos carnais - auto controle - perfeição, gostos simples, observadores, odeiam barulho, sugeria e desordem - chegam a ser altamente respeitáveis - não perdoam - irritam os outros com a sua prepotência e segurança - liderança - gulosos - se fizerem para eles, haverá retorno - pão duros.

Òsàgiàn: Alto - robustos, amigos das mulheres - gostam de mandar - vaidosos - dificuldades no emprego - não gostam de ser mandados - procuram impressionar - faladores -  brincalhões - intuição - alegres - gostam da vida - não são agressivos - mandões - preguiçosos  - sonsos - podem vir a ser falços - dividem tudo que tem