sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Ibá (saudação) tradução


MO NFÉ KÍ OLÓÒRUN ÀTI GBOGBO ÒRÌSÀ
YÒÓ MÚ WÁ FÚN WA PÙPÓ ÌLERA.

SAUDAÇÕES A AKODA, O PRIMEIRO SER CRIADO EM CIMA DA FOLHA.
SAUDAÇÕES A ASEDA, AQUELE QUE CRIOU O SER HUMANO.
LEMBRANÇAS DE VOCÊ EM CIMA DA TERRA
SAUDAÇÕES A SENHORA DOS PÁSSAROS SAGRADOS
SENHOR DONO DO DIA, MEUS RESPEITOS A VÓS
SENHOR DONO DO MUNDO, MEUS RESPEITOS A VÓS
MEUS RESPEITOS AS CRIANÇAS
MEUS RESPEITOS AOS ANCESTRAIS
EU SAÚDO OS 400 ESPÍRITOS DA DIREITA
EU SAÚDO OS 200 ESPÍRITOS DA ESQUERDA,
AGBONNIREGUN, MEUS RESPEITOS A VÓS
MEUS RESPEITOS AO ADVOGADO DA SORTE, PAI DE IFÁ
MEUS RESPEITOS À MULHER
MEUS RESPEITOS AO HOMEM
MEUS RESPEITOS A CASA
MEUS RESPEITOS A TERRA
ODUDUWA, CRIADOR DA TERRA, EU TE SAÚDO
OBATALÁ, SENHOR DA MINHA CRIAÇÃO MEUS RESPEITOS
MEUS RESPEITOS AO PAI CRIADOR DO ORI, OLEIRO DA SORTE
MEUS RESPEITOS AO SENHOR DE MINHA CABEÇA
MEUS RESPEITOS AO ORIXÁ DO CAMINHO
MEUS RESPEITOS AO ORIXÁ DA FLORESTA
MEUS RESPEITOS AO ORIXÁ DO RIO
MEUS RESPEITOS AO ORIXÁ DA LAGOA
MEUS RESPEITOS AO ORIXÁ DO MAR
MEUS RESPEITOS AO ORIXÁ OKO
MEUS RESPEITOS AOS ORIXÁS DO VENTO
MEUS RESPEITOS AO ORIXÁ DO AR
MEUS RESPEITOS AO ORIXÁ DO FOGO
MEUS RESPEITOS AO ORIXÁ SENHOR DA TERRA
MEUS RESPEITOS AO ORIXÁ DA ÁGUA
MEUS RESPEITOS AO ORIXÁ DAS FOLHAS
MEUS RESPEITOS AOS BABALORISAS, YALORISAS, BABALAWÒS, APETEBIS, E ABIANS
MEUS RESPEITOS, MEUS IRMÃOS.
QUE NOS ENCONTREMOS NOS NOVE ESPAÇOS DO ALÉM
QUE DEUS ACEITE MINHA SAUDAÇÃO

ASSIM SEJA!

Ibá (saudação)


IBA AKODA TO DA TIE LORI EWE.
IBA ASEDA TI TIE NILE PE-NPE.
IBA IYA MI OSORONGA, APAINI MAAHA GUN!
OLOOJO ONI MOJUBA RE.
OLUAIYE MOJUBA RE.
MOJUBA OMODE.
MOJUBA AGBA.
MOJUBA IRUNMOLE OJU KOTUN
MOJUBA IGBAIMOLE OJU KOSI
ABONNIREEGUN MOJUBA RE
MOJUBA ORUNMILA BABA IFA
MOJUBA OBIRIN
MOJUBA OKUNRIN
MOJUBA ILE
MOJUBA ILÉ ODUDUWA
MOJUBA BABA OBATALÁ
MOJUBA BABA AJALA, ALAMO RERE
ELEDA MI MOJUBA
MOJUBA OLORI MI
MOJUBA ORISA ONON
MOJUBA ORISA IGBO
MOJUBA ORISA ODO
MOJUBA ORISA OSA
MOJUBA ORISA OKUN
MOJUBA ORISA OKO
MOJUBA ORISA AFEFE
MOJUBA ORISA OFURUFU
MOJUBA ORISA INON
MOJUBA ORISA ONILE
MOJUBA ORISA OMI
MOJUBA ORISA EWE
MOJUBA BABALORISAS, YALORISAS, BABALAWÒS, APETEBIS, ABIANS
MOJUBA ARÁKÙNRIN MI
KI WA IPADE MESON ORUN
KI OLOORUN IBA MI SE!

ASE! ASE! ASE!

Leitura de Ifá I


Devemos ter a consciência de que estamos aqui na Terra para aprender, para evoluir, para recebermos as benesses de Orisá, mas não de graça. Temos um dever, mas sempre queremos apenas os direitos.
E quase sempre relutamos em executar os deveres conforme as determinações de Orunmilá.
Temos a pretensão de achar que sabemos mais que Orunmilá, que Orisá, e constantemente “BOTAMOS QUEDA DE BRAÇO” com Eles.

Ledo engano...
Na grande maioria das vezes fazemos o que queremos e também constantemente contra as determinações do Oráculo.
Achamos que os sacerdotes, por serem humanos como nós, nada sabem.
Achamos que as impressões, por ele apresentadas, são de sua autoria.
O que normalmente não é.
E aí...pagamos caro...e normalmente com dor, pela nossa descrença.
E mesmo assim, relutamos em crer em nosso sacerdote, em suas determinações fornecidas por Esú.
E culpamos aos Orisá, por tantas coisas, que chega a ser ridículo as colocações.
Mas tudo devido a nossa incompetência, a nossa negligência, a nossa falta de confiança e na falta de FÉ.

Mas, como homem estudioso de minha Religião, um Sacerdote que busca constantemente uma melhor evolução religiosa, cultural e litúrgica, crente na sabedoria de Orunmilá, creio que as orientações que Ele me fornece para minha proteção e das pessoas pertencentes ao meu Egbe, através do Odu, funcionam, como tem funcionado até hoje de forma muitíssimo satisfatória, para aqueles que seguem essas determinações, e que têm em Orunmilá, e em Esu, como seus orientadores e mentores espirituais.

E reafirmo aos que lêm a este, que busquem dentro de si mesmos as respostas, baseadas nos ensinamentos de Ifá.
Busquem aprimorar-se como seres humanos, como pessoas que estão em busca não só de bem estar material, mas sim na busca de IWÁ (caráter).
Que assumam seus compromissos assumidos diante de Ifá, e de Esu, e cumpram-nos, para obterem assim as tão desejadas benesses materiais.

Não adianta querer, e não fazer.
Não adianta falar para o Mundo, e não sentir dentro de si mesmo.
Não adianta teimar, e não seguir as determinações.
Não adianta receber, e depois descumprir o assumido.
Não adianta... pois ninguém engana a Esu !!!

Leitura de Ifá

COMPREENDENDO AS DETERMINAÇÕES ORACULARES

Existe uma distância enorme que separa a postura do homem religioso da postura do homem racional.
O religioso é aquele que busca a compreensão de tudo o que diz respeito aos dogmas, procedimentos ritualísticos, liturgias e filosofia de sua religião, o que o diferencia também do fanático, que aceita qualquer coisa sem compreender e sem contestar.
O homem racional não busca a compreensão e sim o resultado. Para ele a religião, seja qual for, é uma butique de milagres onde os resultados pretendidos devem ser obtidos e, invariavelmente, em curto prazo.
O que não pode ser provado em laboratório, o que não lhe trouxer um resultado prático e positivo é, para o racional, considerado obsoleto e, como tal, jogado na cestinha das bobagens sem utilidade. O homem racional é, em essência, um cético e ateu, por conta de nunca haver-se provado a existência de Deus “in vitro”.
Creio que esta introdução pode servir para responder, em parte, aos diversos questionamentos da maioria das pessoas, e, claro, a alguns de nossos amigos que a este lêem.

De forma mais objetiva, já que tratamos com pessoas confessadamente pragmáticas, ou seja, que considera o valor prático como critério da verdade, eu diria que quando se tira um Odu regente, o que se pretende na verdade é buscar, em Orunmilá, os aconselhamentos e orientações para que se possa proceder de forma a assegurar que tudo transcorra bem a partir da execução de determinados procedimentos, sejam eles religiosos ou posturais.
Somente as pessoas crentes no poder de Orunmilá podem aceitar as orientações daí decorrentes e, segundo as mesmas, participar dos ritos, observar as interdições, seguir os aconselhamentos e oferecer os sacrifícios propiciatórios e defensivos determinados.

Não sendo assim, de nada adianta “sacar-se” um Odu para saber dessas orientações, e não segui-las, ou obedecê-las, e assim NÃO se beneficiar das orientações por ele trazidas.
Temos o grave defeito (humano, congênito, cultural e Geográfico), de culparmos aos Orisá, pela não realização de nossos anseios.
Costumo dizer que Orisá lê a mente e o coração de todos nós, e o que a boca fala, às vezes, não é o que o coração e a mente executam. E daí provém a não execução de alguns desejos nossos.

Ou a demora da realização dos mesmos.
Ou o atendimento, mas não da forma que desejaríamos.

Odu

No começo, Olodumare (Deus) deu ao Orisa Orunmila um método sem defeito de uma
comunicação entre ele e o Orisa chamado Ifa. Ifa é ligado ao destino com o simbolismo do número
dezesseis. Dezesseis é o número do cosmos; representa a ordem primitiva que emitiu da unidade
de Olodumare (dezesseis é também um número significativo no mundo dos computadores.)

Quando o mundo foi criado primeiramente, espalhou para fora de uma árvore de palma original que
estivesse no centro do mundo em Ile-Ife. A árvore de palma teve as filiais de dezesseis, que deram
forma aos quatro pontos cardinais e aos quartos dezesseis originais de Ile-Ife. Em termos políticos,
Odudua, o primeiro Oni De Ife, filhos gerados de dezesseis que fundaram os reinos dezesseis
originais do Yoruba. Em um nível mais profundo ainda, Orunmila ensinou a arte da adivinhação a
seus filhos de dezesseis; por sua vez, passaram-no para baixo aos Babalawos que o praticam
hoje.

Com os conceitos ligados da ordem, da criação, e do destino, o número dezesseis representa as
variáveis da condição humana, as situações dezesseis possíveis da vida humana. Para o Yoruba,
os sinais do princípio de dezesseis são chamados Odu ou Olodu, de cada um de que são os sinais
subordinados desenhados de dezesseis (Omo-Odu, “crianças do odu” ou Odus). Estes
representam as situações dezesseis essenciais com as variações possíveis de dezesseis cada
uma da vida. Isto significa 256 combinações possíveis (Odu) ou dois à oitava potência. Cada Odu
é um recital de um jogo dos poemas chamados ESE, aquele fornece indícios para a definição do
problema durante uma sessão de adivinhação. Há ao menos, e distante não pelo a maioria, 16 ese
diferentes para cada um dos 256 Odu. Isto adiciona até ao menos 4096 cenários diferentes. O
objetivo do Babalawo é chegar no apropriado Odu para a situação do seu “cliente”.

Cada um dos 256 Odu revela uma situação arquétipa que seja resolvida no passado mítico com o
sacrifício a um Orisa. Nos milhares de poemas de Ifa, o Orisa é organizado em uma comunidade
dos espíritos cujo ase (potência) possa pode ser trazido ao urso nos problemas de homens e de
mulheres individuais na necessidade. Nesta maneira, Ifa e o sacerdote de Babalawo são
responsáveis para dirigir os aderente de todo o Orisa conduzindo a cliente a eles. Quase todos os
sacrifícios/ebó da religião de Ifa/Yoruba são oferecidos ao Orisa em conseqüência da adivinhação.
Adoração de Orisa das estruturas de Ifa; o fortuito do sistema assegura-se de que todo o Orisa seja
venerado devidamente. Com Ifa, o contrapeso do relacionamento sacrificial entre o céu e a terra é
mantido, para Ifa, com Odu (palavra do Deus), fornece seres humanos com a informação sobre seu
lugar no mundo, seu destino, e o que o Deus requer deles. Ifa e a vida cerimonial que gera
constituem o princípio organizar da visão religiosa tradicional de Yoruba. É uma vista que encontre
o destino humano “enraizado na respiração do Todo Poderoso do Deus”.
Nada acontece por acaso. Há uma razão para tudo, e é o dever dos seres humanos para reconhecer este mistério.
Dentro do Odu colocado as mensagens escondidas das influências despercebidas. Estas
mensagens são interpretadas melhor por um Babalawo bem treinado durante uma sessão da
adivinhação.

Este sistema elevado do virtude prendeu por centenas dos milhares de homens de Yoruba e as
mulheres sobreviveram a passagem média à América onde (nós) foram feitas exame como
escravos. ** tempo-fora ** profundo-enraiz virtues, express cada Odu, sustento africano através um
history's escuro hora. Continue esta viagem do cyber se você dever, porque nós vertemos a luz
nos virtues e na potência (Ase) do Odu.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

terça-feira, 1 de novembro de 2011

As sete lagrimas de um preto velho



No cantinho de um terreiro, sentado num banquinho, fumando o seu cachimbo, um triste
PretoVelho chorava.
De olhos molhados, esquisitas lágrimas desciam lhe pelas faces e, não sei porquê contei-as... foram sete.
Na incontida vontade de saber, aproximei-me e interroguei-o:
Fala, meu Preto Velho, diz ao seu filho o porquê externas assim uma tão visível dor?
E ele,suavemente respondeu:
-"Estás vendo esta multidão de pessoas que entra e sai?As lágrimas contadas são distribuídas a cada uma delas...

A Primeira eu dei a estes indiferentes que aqui vem em busca de distracção, para saírem ironizando aquilo que suas mentes ofuscadas não conseguem conceber.

A segunda a estes eternos duvidosos que acreditam desacreditando, na expectativa de um milagre que os faça alcançar aquilo que seus próprios merecimentos negam.

A terceira distribui aos maus, aqueles que somente procuram a Umbanda em busca de vingança desejando sempre prejudicar a um seu semelhante.

A quarta aos frios e calculistas que sabem que existem uma força espiritual e procuram beneficiar se dela de qualquer forma e não conhecem a palavra gratidão.

A quinta chega suave,tem o riso e elogio da flor dos lábios, mas se olharem bem o seu semblante verão escrito: creio na Umbanda, nos teus Caboclos e no teu Zambi, mas somente se vencerem o meu caso ou me curarem disto ou daquilo.

A sexta eu dei aos fúteis que vão de centro em centro, não acreditando em nada, buscam
aconchegos e conchavos e teus olhos revelam um interesse diferente.

A sétima, filho, notas como foi grande e como deslizou pesada, foi a última lágrima, aquela que vive nos olhos de todos os Orisás, fiz doação desta aos médiuns vaidosos que só aparecem no centro, em dia de festa e faltam às doutrinas, esquecem que existem tantos irmãos precisando de caridade e tantas criancinhas precisando de amparo material e
espiritual.
E assim meu filho, para estes todos é que viste minhas lágrimas caírem uma a uma


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