sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Osun no Brasil


Estabelecido em definitivo o culto no Brasil, outras manifestações de OSUN podem ser verificadas nos tradicionais terreiros ou roças de candomblé.
Enquanto na África, as diferentes manifestações são consideradas como caminhos percorridos por OSUN como uma única entidade, no Brasil considera-se cada "qualidade" como sendo um orisá diferente e assim, OSUN deixa de ser uma só e diferentes OSUNS, componentes de uma grande família serão cultuadas de acordo com cada diferente qualidade. Desta forma, OSUN IJIMÚ, considerada a rainha de todas as Osuns está ligada ao aspecto de YAMÍ AJÉ, ostentando, por isto, o título de Yalode.

OSUN AYALÁ teria sido mulher de Ogun com quem trabalhava na forja, acionando o fole para atiçar as brasas. Conta a lenda que o fole acionado por OSUN AYALÁ produzia um som ritmado e muito agradável. Atraído por este som, Egun pôs-se a dançar diante da ferramentaria, atraindo um grande número de assistentes que por ali passavam. Encantados com o bailado de Egun os passantes lhe fizeram muitas oferendas de dinheiro, o que o deixou feliz e vaidoso. Ao saber que Egun estava ganhando dinheiro com sua apresentação, OSUN exigiu que metade da renda obtida fosse dividida com ela, caso contrário, não acionaria mais o fole que produzia o ritmo sem o qual Egun não poderia mais dançar. Sem alternativas, Egun teve que aceitar a exigência da Yagbá passando, a partir de então, a dividir com ela tudo o que ganhava em suas apresentações. Esta OSUN além de sua ligação com Ogun Alagbede tem sérios fundamentos com Egun.

OSUN ABALÚ, também conhecida como OSUN ABOTÔ é considerada como sendo a mais velha de todas. É muito ciumenta e adora receber hortênsias como oferenda. Sua ligação com OMOLÚ, o orisá da peste, tido como o médico dos pobres, é notável e segundo dizem, acompanha este orisá em suas andanças pelos quatro cantos do mundo.

OSUN IPETÚ é a guardiã dos segredos insondáveis. Sobre esta OSUN pouco se sabe e nada se fala. A simples pronúncia de seu nome é revestida de muito respeito e considerada quase como um tabu.

OSUN POPOLOKUN, também revestida de uma enorme aura de mistério, é cultuada em lagoas de águas profundas, onde estabelece a sua residência. Conta a lenda que esta Osun costuma aprisionar em seu reino aqueles que se aventuram a mergulhar em suas águas.

OSUN OPÀRÀ é a poderosa guerreira que acompanha Ogun em suas campanhas, porta um sabre que manipula com força e destreza. Esta OSUN tem fundamento com YEMOJÁ, de quem é filha e com quem costuma comer. Da mesma forma que Opàrà, OSUN IPONDÁ é guerreira e dona de caráter irascível. Esta OSUN costuma formar, junto com Oyá, uma dupla de combatentes invencíveis. Existe assim uma OSUN denominada Yéyé Oloko, que habita nos mananciais d’água existentes no interior das florestas mantendo ligações fundamentais com Oxóssi e Ossain. Como vimos, OSUN representa a feminilidade em todos os seus diferentes aspectos. Seu charme e inteligência proporcionaram-lhe a possibilidade de ter sido, por escolha própria, esposa de inúmeros Orixás, com exceção de Obàtàlá, de quem seria a filha dileta e de Esu, com quem sempre manteve uma relação de amizade fraternal e cumplicidade. Como esposa de Orunmilá - Senhor e Patrono do Oráculo de Ifá – Osun recebe o título de primeira Apetebí, dado até hoje às sacerdotisas do culto de Orunmilá e às esposas de seus sacerdotes, os Bàbálawos. 
Uma lenda narra de que forma Osun, com o auxílio de Esu, roubou o segredo dos 16 signos do Sistema Oracular de Ifá, os 16 Odu-Meji, criando com isto um novo sistema divinatório, o jogo de búzios, MERINDILOGUN, proporcionando condições para que as mulheres pudessem proceder à adivinhação, o que anteriormente era exclusividade dos homens. Dentre as figuras do oráculo, destacamos o Odú Ose Meji, através do qual Osun se comunica com os seres humanos.
Uma outra lenda, ressaltando a astúcia de Osun, narra que Sangô o poderoso Orisá do trovão possuía três esposas, Oyá, Obá e Osun, sendo que a última era a sua favorita. Ansiosa por receber maiores atenções do marido, Obá pediu que Osun lhe ensinasse o feitiço que havia feito para conquistar o coração de Sangô. 

Ardilosa e maldosamente a bela senhora orientou a concorrente para que cortasse uma de suas orelhas e que a servisse depois de cozida, como alimento ao marido. Obá, acreditando na sinceridade de Osun, não hesitou em decepar a própria orelha e com ela preparar um belo prato, de acordo com o gosto de Sangô. Ao deparar-se com o alimento que a mulher lhe servia, Sangô, indignado, expulsou Obá do palácio real, terminado assim, com qualquer possibilidade de um dia vir a ser a sua favorita. A partir de então, Obá e Osun tornaram-se inimigas irreconciliáveis, Em outra ocasião, Osun apaixona-se por Oxóssi que vinha diariamente banhar-se nas águas do rio, no local exato em que ela morava. De todas as formas, tentava atrair o caçador para dentro do rio onde pretendia entregar-se a ele. Oxóssi, que não sabia nadar, embora atraído pela beleza de Osun, não ousava arriscar-se na correnteza e, desta forma, o ato de amor não se consumava. Enlouquecida pela paixão, Osun arquitetou um plano e fez com que Oxóssi comesse uma iguaria preparada à base de mel de abelhas. Esu foi encarregado de entregar à Oxóssi o doce feito por Osun e, desta forma, após comer a deliciosa torta, Oxóssi, enfeitiçado, perdeu o sentido de perigo e, atirando-se às águas, deixou-se levar pelos encantos da bela senhora. Satisfeita em seu desejo, Osun simplesmente abandonou o amante ao sabor da corrente e Oxóssi, sem saber nadar, sucumbiu, tragado que foi pelas águas do rio. 
Desta união, nasceu Logunedé, Orixá menino, que possui características do pai, atuando como caçador e vivendo dentro das matas durante certo período e, noutro período, assumindo as características de sua mãe, vive da pesca e reside nas águas do rio. O culto à Osun se destaca por características próprias e é na cadência do ritmo Ijexá que ela se apresenta, espargindo o perfume da água-de-cheiro, dançando de forma sensual e maliciosa, envolvendo a todos na magia do bailado onde exalta todos os seus aspectos de deusa-mulher e contagiando de tal forma os presentes que, repentinamente, todos agitam os próprios corpos ao som irresistível dos atabaques, gans, agogôs e afoxés, como crianças embaladas pela magia dos cânticos da Grande Mãe. Esta é Osun, a Deusa do Amor, a Senhora do Ouro e do Mel, a Rainha das Águas Doces, dos Rios e das Cachoeiras. Esta é Osun, a Vênus Negra, nossa Mãe Transcendental, a quem saudamos efusiva e respeitosamente:
Ore Yeye ô

Osun


Osun teria nascido de uma concha depositada por sua mãe Yemojá, nas margens de um grande rio ao qual empresta o seu nome, rio Osun, em yorubá "Odó Osun". É nos locais mais profundos deste rio, entre as localidades de Iguedé onde nasce e Leké, onde desemboca numa lagoa, que Osun é originalmente cultuada, tendo o seu templo principal edificado nesta região, na aldeia de Osogbo, palavra do dialeto Yorubá que significa: "Osun Atingiu A Maturidade". No percurso do rio, que corresponde à trajetória do próprio orisá, Osun assume diferentes características, todas ligadas à maneira de ser das mulheres, de seu caráter e atitudes, de suas qualidades e defeitos. Assim, o africano se refere à diferentes "caminhos" deste orisá, que serão descritos de forma particular, sempre comparados a situações específicas do procedimento feminino. Temos então:

OSUN KAYODE - representada pela dança de Osun, repleta de movimentos que denotam a sensualidade revelada na maneira de andar, de se movimentar e de proceder das mulheres.

YEYE KARE - representa o culto à beleza e à vaidade feminina, é descrita como "o espírito que se reflete no espelho", motivo pelo qual Osun está permanentemente se admirando na superfície de um espelho, do qual não se separa nunca. O gosto pela riqueza, pela opulência e pelo uso de jóias e adornos se revela no caminho de Osun Bumi, onde a Yagbá cobre-se de pulseiras, brincos e colares de ouro, metal que lhe pertence por direito e ao qual está ligada de todas as formas.

OSUN SEKESE - representa a aparente fragilidade feminina, artifício usado para obter a proteção dos representantes do sexo masculino.

OSUN IBUKOLA - é a sedutora irresistível e representa o poder de sedução feminino. O espírito maternal é representado por três diferentes caminhos, onde Osun Fumike proporciona a possibilidade de gerar filhos, Osun Osogbo assiste a mulher na hora do parto, desempenhando aí, a função de parteira e Osun Funke é a mestra, representando a mãe que orienta e ensina aos filhos as primeiras palavras e passos no seu primeiro contato com o mundo e com a própria vida.

OSUN MIWA - o espírito das águas doces, está, de certa forma, ligada ao processo de gestação e dizem que assiste e protege o feto durante todo o período de gravidez, sendo a dona do líquido amniótico.
A inconstância do caráter feminino é representada por OSUN AKURA IBÚ, que se faz presente nos locais de encontro das águas do rio com as do mar. A mulher guerreira, batalhadora e belicosa é representada por quatro caminhos de OSUN, nos quais porta sempre uma espada. Nestes caminhos a orisá é conhecida como: OSUN OPARÁ, OSUN OKE, OSUN IPONDÁ e YÉYÉ IBERIN, todas consideradas como guerreiras poderosas. A mulher madura, consciente de sua graça e elegância, revestida de respeito e classe. São representadas por OSUN EDE
A partir daí, Osun assume características relacionadas à mulher envelhecida, cheia de manias e preconceitos, ranzinza e implicante e é então representada por Osun Ogá. No último caminho, vamos encontrar OSUN ABOTÔ, considerada velha e decrépita e envolvida em ações misteriosas e obscuras relacionadas, talvez, à prática da feitiçaria. Osun, então, assume e revela todo o poder feiticeiro da mulher. Desprovida agora de escrúpulos e do sentimento de piedade, contesta a pseudo-superioridade do macho e cria uma sociedade secreta estritamente matriarcal denominada SOCIEDADE GELEDÉ, onde a face maligna é encoberta por máscaras muitíssimo elaboradas.

É OSUN AWE quem se encarrega de organizar esta sociedade onde o homem não tem vez, devendo, tão somente, submeter-se de bom grado às exigências de suas líderes.
OSUN, reunindo em si mesma todas as diferentes manifestações anteriormente descritas, assume para si o absurdo poder de YÁMI AJÉ - a mãe feiticeira – e, investida deste poder, controla a vida e a morte, punindo ou premiando indiscriminadamente, sem senso de justiça e sem julgamento. Aí, é representada pela grande cabaça Igbadu, símbolo do ventre gerador, encimada pelo pássaro OSORONGÁ, representação do poder feiticeiro ilimitado que pode enviar aonde bem entender de acordo com sua conveniência. Surpreendentemente, determina que esta cabaça jamais seja vista ou cultuada por mulheres

Dedico este texto a Angela Candida Sad, um amor de ser humano iluminado


Ibá (saudação) tradução


MO NFÉ KÍ OLÓÒRUN ÀTI GBOGBO ÒRÌSÀ
YÒÓ MÚ WÁ FÚN WA PÙPÓ ÌLERA.

SAUDAÇÕES A AKODA, O PRIMEIRO SER CRIADO EM CIMA DA FOLHA.
SAUDAÇÕES A ASEDA, AQUELE QUE CRIOU O SER HUMANO.
LEMBRANÇAS DE VOCÊ EM CIMA DA TERRA
SAUDAÇÕES A SENHORA DOS PÁSSAROS SAGRADOS
SENHOR DONO DO DIA, MEUS RESPEITOS A VÓS
SENHOR DONO DO MUNDO, MEUS RESPEITOS A VÓS
MEUS RESPEITOS AS CRIANÇAS
MEUS RESPEITOS AOS ANCESTRAIS
EU SAÚDO OS 400 ESPÍRITOS DA DIREITA
EU SAÚDO OS 200 ESPÍRITOS DA ESQUERDA,
AGBONNIREGUN, MEUS RESPEITOS A VÓS
MEUS RESPEITOS AO ADVOGADO DA SORTE, PAI DE IFÁ
MEUS RESPEITOS À MULHER
MEUS RESPEITOS AO HOMEM
MEUS RESPEITOS A CASA
MEUS RESPEITOS A TERRA
ODUDUWA, CRIADOR DA TERRA, EU TE SAÚDO
OBATALÁ, SENHOR DA MINHA CRIAÇÃO MEUS RESPEITOS
MEUS RESPEITOS AO PAI CRIADOR DO ORI, OLEIRO DA SORTE
MEUS RESPEITOS AO SENHOR DE MINHA CABEÇA
MEUS RESPEITOS AO ORIXÁ DO CAMINHO
MEUS RESPEITOS AO ORIXÁ DA FLORESTA
MEUS RESPEITOS AO ORIXÁ DO RIO
MEUS RESPEITOS AO ORIXÁ DA LAGOA
MEUS RESPEITOS AO ORIXÁ DO MAR
MEUS RESPEITOS AO ORIXÁ OKO
MEUS RESPEITOS AOS ORIXÁS DO VENTO
MEUS RESPEITOS AO ORIXÁ DO AR
MEUS RESPEITOS AO ORIXÁ DO FOGO
MEUS RESPEITOS AO ORIXÁ SENHOR DA TERRA
MEUS RESPEITOS AO ORIXÁ DA ÁGUA
MEUS RESPEITOS AO ORIXÁ DAS FOLHAS
MEUS RESPEITOS AOS BABALORISAS, YALORISAS, BABALAWÒS, APETEBIS, E ABIANS
MEUS RESPEITOS, MEUS IRMÃOS.
QUE NOS ENCONTREMOS NOS NOVE ESPAÇOS DO ALÉM
QUE DEUS ACEITE MINHA SAUDAÇÃO

ASSIM SEJA!

Ibá (saudação)


IBA AKODA TO DA TIE LORI EWE.
IBA ASEDA TI TIE NILE PE-NPE.
IBA IYA MI OSORONGA, APAINI MAAHA GUN!
OLOOJO ONI MOJUBA RE.
OLUAIYE MOJUBA RE.
MOJUBA OMODE.
MOJUBA AGBA.
MOJUBA IRUNMOLE OJU KOTUN
MOJUBA IGBAIMOLE OJU KOSI
ABONNIREEGUN MOJUBA RE
MOJUBA ORUNMILA BABA IFA
MOJUBA OBIRIN
MOJUBA OKUNRIN
MOJUBA ILE
MOJUBA ILÉ ODUDUWA
MOJUBA BABA OBATALÁ
MOJUBA BABA AJALA, ALAMO RERE
ELEDA MI MOJUBA
MOJUBA OLORI MI
MOJUBA ORISA ONON
MOJUBA ORISA IGBO
MOJUBA ORISA ODO
MOJUBA ORISA OSA
MOJUBA ORISA OKUN
MOJUBA ORISA OKO
MOJUBA ORISA AFEFE
MOJUBA ORISA OFURUFU
MOJUBA ORISA INON
MOJUBA ORISA ONILE
MOJUBA ORISA OMI
MOJUBA ORISA EWE
MOJUBA BABALORISAS, YALORISAS, BABALAWÒS, APETEBIS, ABIANS
MOJUBA ARÁKÙNRIN MI
KI WA IPADE MESON ORUN
KI OLOORUN IBA MI SE!

ASE! ASE! ASE!

Leitura de Ifá I


Devemos ter a consciência de que estamos aqui na Terra para aprender, para evoluir, para recebermos as benesses de Orisá, mas não de graça. Temos um dever, mas sempre queremos apenas os direitos.
E quase sempre relutamos em executar os deveres conforme as determinações de Orunmilá.
Temos a pretensão de achar que sabemos mais que Orunmilá, que Orisá, e constantemente “BOTAMOS QUEDA DE BRAÇO” com Eles.

Ledo engano...
Na grande maioria das vezes fazemos o que queremos e também constantemente contra as determinações do Oráculo.
Achamos que os sacerdotes, por serem humanos como nós, nada sabem.
Achamos que as impressões, por ele apresentadas, são de sua autoria.
O que normalmente não é.
E aí...pagamos caro...e normalmente com dor, pela nossa descrença.
E mesmo assim, relutamos em crer em nosso sacerdote, em suas determinações fornecidas por Esú.
E culpamos aos Orisá, por tantas coisas, que chega a ser ridículo as colocações.
Mas tudo devido a nossa incompetência, a nossa negligência, a nossa falta de confiança e na falta de FÉ.

Mas, como homem estudioso de minha Religião, um Sacerdote que busca constantemente uma melhor evolução religiosa, cultural e litúrgica, crente na sabedoria de Orunmilá, creio que as orientações que Ele me fornece para minha proteção e das pessoas pertencentes ao meu Egbe, através do Odu, funcionam, como tem funcionado até hoje de forma muitíssimo satisfatória, para aqueles que seguem essas determinações, e que têm em Orunmilá, e em Esu, como seus orientadores e mentores espirituais.

E reafirmo aos que lêm a este, que busquem dentro de si mesmos as respostas, baseadas nos ensinamentos de Ifá.
Busquem aprimorar-se como seres humanos, como pessoas que estão em busca não só de bem estar material, mas sim na busca de IWÁ (caráter).
Que assumam seus compromissos assumidos diante de Ifá, e de Esu, e cumpram-nos, para obterem assim as tão desejadas benesses materiais.

Não adianta querer, e não fazer.
Não adianta falar para o Mundo, e não sentir dentro de si mesmo.
Não adianta teimar, e não seguir as determinações.
Não adianta receber, e depois descumprir o assumido.
Não adianta... pois ninguém engana a Esu !!!

Leitura de Ifá

COMPREENDENDO AS DETERMINAÇÕES ORACULARES

Existe uma distância enorme que separa a postura do homem religioso da postura do homem racional.
O religioso é aquele que busca a compreensão de tudo o que diz respeito aos dogmas, procedimentos ritualísticos, liturgias e filosofia de sua religião, o que o diferencia também do fanático, que aceita qualquer coisa sem compreender e sem contestar.
O homem racional não busca a compreensão e sim o resultado. Para ele a religião, seja qual for, é uma butique de milagres onde os resultados pretendidos devem ser obtidos e, invariavelmente, em curto prazo.
O que não pode ser provado em laboratório, o que não lhe trouxer um resultado prático e positivo é, para o racional, considerado obsoleto e, como tal, jogado na cestinha das bobagens sem utilidade. O homem racional é, em essência, um cético e ateu, por conta de nunca haver-se provado a existência de Deus “in vitro”.
Creio que esta introdução pode servir para responder, em parte, aos diversos questionamentos da maioria das pessoas, e, claro, a alguns de nossos amigos que a este lêem.

De forma mais objetiva, já que tratamos com pessoas confessadamente pragmáticas, ou seja, que considera o valor prático como critério da verdade, eu diria que quando se tira um Odu regente, o que se pretende na verdade é buscar, em Orunmilá, os aconselhamentos e orientações para que se possa proceder de forma a assegurar que tudo transcorra bem a partir da execução de determinados procedimentos, sejam eles religiosos ou posturais.
Somente as pessoas crentes no poder de Orunmilá podem aceitar as orientações daí decorrentes e, segundo as mesmas, participar dos ritos, observar as interdições, seguir os aconselhamentos e oferecer os sacrifícios propiciatórios e defensivos determinados.

Não sendo assim, de nada adianta “sacar-se” um Odu para saber dessas orientações, e não segui-las, ou obedecê-las, e assim NÃO se beneficiar das orientações por ele trazidas.
Temos o grave defeito (humano, congênito, cultural e Geográfico), de culparmos aos Orisá, pela não realização de nossos anseios.
Costumo dizer que Orisá lê a mente e o coração de todos nós, e o que a boca fala, às vezes, não é o que o coração e a mente executam. E daí provém a não execução de alguns desejos nossos.

Ou a demora da realização dos mesmos.
Ou o atendimento, mas não da forma que desejaríamos.

Odu

No começo, Olodumare (Deus) deu ao Orisa Orunmila um método sem defeito de uma
comunicação entre ele e o Orisa chamado Ifa. Ifa é ligado ao destino com o simbolismo do número
dezesseis. Dezesseis é o número do cosmos; representa a ordem primitiva que emitiu da unidade
de Olodumare (dezesseis é também um número significativo no mundo dos computadores.)

Quando o mundo foi criado primeiramente, espalhou para fora de uma árvore de palma original que
estivesse no centro do mundo em Ile-Ife. A árvore de palma teve as filiais de dezesseis, que deram
forma aos quatro pontos cardinais e aos quartos dezesseis originais de Ile-Ife. Em termos políticos,
Odudua, o primeiro Oni De Ife, filhos gerados de dezesseis que fundaram os reinos dezesseis
originais do Yoruba. Em um nível mais profundo ainda, Orunmila ensinou a arte da adivinhação a
seus filhos de dezesseis; por sua vez, passaram-no para baixo aos Babalawos que o praticam
hoje.

Com os conceitos ligados da ordem, da criação, e do destino, o número dezesseis representa as
variáveis da condição humana, as situações dezesseis possíveis da vida humana. Para o Yoruba,
os sinais do princípio de dezesseis são chamados Odu ou Olodu, de cada um de que são os sinais
subordinados desenhados de dezesseis (Omo-Odu, “crianças do odu” ou Odus). Estes
representam as situações dezesseis essenciais com as variações possíveis de dezesseis cada
uma da vida. Isto significa 256 combinações possíveis (Odu) ou dois à oitava potência. Cada Odu
é um recital de um jogo dos poemas chamados ESE, aquele fornece indícios para a definição do
problema durante uma sessão de adivinhação. Há ao menos, e distante não pelo a maioria, 16 ese
diferentes para cada um dos 256 Odu. Isto adiciona até ao menos 4096 cenários diferentes. O
objetivo do Babalawo é chegar no apropriado Odu para a situação do seu “cliente”.

Cada um dos 256 Odu revela uma situação arquétipa que seja resolvida no passado mítico com o
sacrifício a um Orisa. Nos milhares de poemas de Ifa, o Orisa é organizado em uma comunidade
dos espíritos cujo ase (potência) possa pode ser trazido ao urso nos problemas de homens e de
mulheres individuais na necessidade. Nesta maneira, Ifa e o sacerdote de Babalawo são
responsáveis para dirigir os aderente de todo o Orisa conduzindo a cliente a eles. Quase todos os
sacrifícios/ebó da religião de Ifa/Yoruba são oferecidos ao Orisa em conseqüência da adivinhação.
Adoração de Orisa das estruturas de Ifa; o fortuito do sistema assegura-se de que todo o Orisa seja
venerado devidamente. Com Ifa, o contrapeso do relacionamento sacrificial entre o céu e a terra é
mantido, para Ifa, com Odu (palavra do Deus), fornece seres humanos com a informação sobre seu
lugar no mundo, seu destino, e o que o Deus requer deles. Ifa e a vida cerimonial que gera
constituem o princípio organizar da visão religiosa tradicional de Yoruba. É uma vista que encontre
o destino humano “enraizado na respiração do Todo Poderoso do Deus”.
Nada acontece por acaso. Há uma razão para tudo, e é o dever dos seres humanos para reconhecer este mistério.
Dentro do Odu colocado as mensagens escondidas das influências despercebidas. Estas
mensagens são interpretadas melhor por um Babalawo bem treinado durante uma sessão da
adivinhação.

Este sistema elevado do virtude prendeu por centenas dos milhares de homens de Yoruba e as
mulheres sobreviveram a passagem média à América onde (nós) foram feitas exame como
escravos. ** tempo-fora ** profundo-enraiz virtues, express cada Odu, sustento africano através um
history's escuro hora. Continue esta viagem do cyber se você dever, porque nós vertemos a luz
nos virtues e na potência (Ase) do Odu.