sexta-feira, 18 de maio de 2012

ÒYA – IANSAN

Assim como os raios, relâmpagos e trovões são atribuídos a Şàngó, os fortes ventos e as tempestades são considerados expressões do descontentamento de Oyá. A origem mítica do rio Níger (Odo Oyá) é associada, também, a esta divindade. Um Òdú de Ifá, apresentado por Salami (1990), faz a seguinte narração dessa origem: Em tempos de guerra, o rei dos Nupe consultou o oráculo para saber como prevenir-se contra uma invasão. Ifá disse ao rei que, caso encurralado, desse uma peça de tecido negro para ser rasgado por uma virgem. Entre as virgens, o rei elegeu sua própria filha. Diante do pai, dos oráculos e generais, a jovem rasgou o tecido negro: O ya - Ela cortou. Atirou as duas partes no chão, sob o olhar esperançoso do povo nupe. O pano transformou-se em negras águas que começaram a fluir, transformando o núcleo do reino numa ilha protegida.

Alguns mitos a apresentam como originária da cidade de Irá. Outros, como nascida na ilha fluvial de Jebba, em terra nupe, também local de origem de Torosi, mãe de Şàngó. Oyá era esposa de Ogum e lutava lado a lado com o marido, usando espadas forjadas por ele. Um dia Şàngó, elegante e atraente, chegou à Forja de Ogum.
Envolveu-se em amores com Oyá e ao surgir uma oportunidade fugiram juntos enquanto Ogum estava muito compenetrado em seu trabalho. Mais tarde, ao dar-se conta do ocorrido, procurou a mulher por toda parte e terminou por encontrá-la na floresta. Golpearam-se mutuamente com as espadas, sendo Ogum partido em sete e Oyá em nove partes. Conforme Salami (1990), havia dezesseis rainhas rivais, competindo pelo privilégio de ter a preferência de Şàngó. Oyá foi à vitoriosa, graças a seu charme, personalidade e elegância de movimentos.
Alguns de seus oriki assim a evocam:

Ela é grande o bastante para carregar o chifre do búfalo
Oyá, que possui um marido poderoso
Mulher guerreira, mulher caçadora
Oyá, a charmosa,
que dispõe de coragem para morrer com seu marido
Vendaval da Morte
A mulher guerreira que carrega sua arma de fogo
Quando anda, sua vitalidade é como a do cavalo que trota
Eepa, Oyá, que tem nove filhos, eu te saúdo!
O que Şàngó disser, Oyá vai interpretar
Vocês não sabem que Oyá vai entender
o que Şàngó nem acabou de dizer?
O que ele quiser dizer, Oyá é quem dirá
Oyá, Leopardo fêmea que come pimenta crua
Oyá, o òrìṣà que apóia seu marido
Mulher poderosa e forte, possui um corpo perfeito
Oyá, a charmosa e elegante, a mulher bela
O Grande Vendaval, que também venta suavemente


Há um mito que a descreve como tendo nascido em Iwo. Essa versão a apresenta como uma mulher que vivia triste por não conseguir casamento e que após perambular pelas cidades a esmo, foi encontrada por sua família em Irá. No retorno para casa encontraram Şàngó acompanhado de uma de suas esposas: Òsun. Assim que viu Oyá, quis casar-se com ela e foi aceito imediatamente. Ela veio a ser sua esposa predileta: Entre os dezesseis òrìṣà femininos nas mãos de Şàngó, Oyá se destacou por sua beleza, 
elegância e força.
Recebe culto em toda a terra ioruba, principalmente por parte das mulheres. Seu santuário guarda objetos simbólicos - a espada, o chifre de búfalo e pedras originárias do rio Oyá; um pote com agbo (água para banhar os iniciados); água pura, para ser bebida por mulheres que desejam tornarem-se férteis ou por pessoas doentes; o assentamento de Şàngó ou uma estatueta que o represente. Os iniciados preferem beber desta água em lugar de outra qualquer, pois ela contém o àse do òrìṣà. As contas dos colares dos devotos de Oyá são de cor terra-cota.

Mo jùbá awo Oyá!
Ìwợ ni Òrìṣà Obinrin Afefe.
Ìwợ ni Ikú Oluwa Awo.
Ìwợ ni Òrìṣà Obinrin Efufulele.
Ìwợ ni Ologun Obinrin Julo Nase.
Ìwợ ni Emi Ije.

Eu respeito os mistérios de Oyá!
Você é a Mulher dos Ventos.
Você é o proprietário dos Mistérios da Morte.
Você é a Mulher das Tempestades.
Você é a maior guerreira feminina.
Você é o Sopro da Vida.


Ao contrário de Yemonjá e Òsun que comandam a nossa atenção pela sua graça, beleza e majestade. Òrìṣà Oyá é o Òrìṣà invisível. Na verdade, Seu rosto é dito ser tão terrível que ninguém se atreve a contemplá-la. A presença de Oyá e sua ação se refletem no vôo dos pássaros, o balançar das árvores, o assobio da atmosfera, a explosão de poeira, arremesso de terra, o movimento das ondas, o som da música, da palavra falada, o grito de um bebê, o rugido do leão, o movimento das nuvens, e a vida e o brilho do fogo.

É o Òrìṣà Oyá, que nos dá o nosso passaporte para a vida [ar] ao nascer e exige o seu retorno com a morte. Oyá é, portanto, o observador da porta entre a vida e a morte. Ela não é a morte, mas a consciência de sua existência.

Não só é somente o àse essencial para o processo da vida dos "seguidores das divindades" e outras criaturas que habitam esta região do àse de Oyá, mas ela é também aquela que carrega o pólen das plantas e árvores de lugar para lugar, diretamente em suas mãos invisíveis, ou no corpo dos pássaros que voam em seu abraço sempre presente.


Òrìṣà Oyá é um símbolo das coisas que são sentidas, mais freqüentemente do que se vê. Neste sentido, ela é associada ao 'segredo das atividades’ e 'segredo' das operações’.

Òrìṣà Oyá também representa a destruição da velha sociedade abrindo caminho para o novo e o poder de destruir completamente as cidades e campos, revertendo-os de volta ao seu estado original. Ela faz isso através do envio de ciclones, tornados e furacões que destroem tudo em seu caminho, forçando a humanidade a reconstruir novas cidades e vilas.

 
Fica acordado entre os estudiosos de Ifá que Oyá foi esposa favorita de Şàngó e é dito que, quando Sango quer lutar, ele envia Oyá á frente para lutar com o vento... Mais... Sem Oyá Şàngó nada pode realizar.
Quando Şàngó envia a sua voz de trovão à frente e seu raio se aproxima, é o Aşẹ de Oyá que dá expressão à sua voz como o trovão, que é causada pela expansão súbita do ar no caminho de uma carga elétrica. 

Muitos sacerdotes acreditam que Oyá quem deu poder Şàngó tais como trovões e relâmpagos. Na realidade, Oyá é centro e essencialidade para o funcionamento coletivo das potencias. São do Òrìṣà Oyá o domínio e responsabilidade em limpar a atmosfera ao redor do planeta e fornecer o equilíbrio de gases para sustentar todas as formas de vida. Òrìṣà Oyá não deve ser desrespeitada ou desconsiderada, pelo menos por todos os... "

Sua ira é tão devastadora que deve ser absolutamente evitada. Òrìṣà Oyá não só transportar pólen e poeira com seus ventos, ela também carrega a doença e outros agentes da morte.

Interessante, os cientistas hoje estão dizendo que "a inalação da fumaça do cigarro por quem não fuma" pode ser tão mortal quanto o tabagismo. A camada de ozônio, partículas nucleares, gases de efeito estufa, e assim por diante, são todos os que operam dentro dos domínios do Òrìṣà Oyá. Mistérios dos Ventos Sagrados.



Iba si Òrìṣà Oyá!
Oyá ìgbàlè
Para um melhor entendimento e compreensão deste caminho de Oyá, julgo necessário obter o devido conhecimento da palavra Ìgbàlè.

A palavra Ìgbàlè significa – pequena mata, lugar sagrado; tem a conotação de “A Floresta Sagrada dos Egungun” ou “O Bosque Sagrado dos Ancestrais”.

O mito relata que:

 
““..Em épocas muito remotas, havia na cidade do Oyó um fazendeiro chamado Alapini, que tinha três filhos chamados Ojéwuni, Ojésamni e Ojérinlo. Um dia Alapini foi viajar e deixou recomendações aos filhos para que colhessem os inhames e os armazenassem, mas que não comessem um tipo especial de inhame chamado ihobia, pois ele deixava as pessoas com uma terrível sede. Seus filhos ignoraram o aviso e o comeram em demasia. Depois, beberam muita água e, um a um, acabaram todos morrendo.

Quando Alapini retornou, encontrou a desgraça em sua casa. Desesperado, correu ao Bàbàláwo, que consultou o oráculo de Ifá. O sacerdote indicou que, após o l7º dia fosse ao ribeirão do bosque e executasse o ritual que foi prescrito no jogo. Ele deveria escolher um galho da árvore sagrada atori e fazer um “bastão de invocação” do qual deveria ser denominado de isan. Na margem do ribeirão, deveria bater com o bastão na terra e chamar pelos nomes dos seus filhos, que na terceira vez eles apareceriam. Mas ele também não poderia esquecer de antes fazer certos sacrifícios e oferendas.


 Assim ele o fez; seus filhos apareceram. Mas eles tinham rostos e corpos estranhos; era então preciso cobri-los para que as pessoas pudessem vê-los sem se assustarem. Pediu que seus filhos ficassem na floresta e voltou à cidade. Contou o fato ao povo, e as pessoas fizeram roupas para ele vestir seus filhos.
Deste dia em diante ele poderia ver e mostrar seus filhos as outras pessoas; as belas roupas que eles ganharam escondiam perfeitamente suas condições de mortos. Alapini e seus filhos fizeram um pacto: em um buraco feito na terra pelo seu pai, deveriam ser “acomodados” os fundamentos do culto e denominado de ojúbo – Altar, no mesmo local do primeiro encontro, ou seja no Igbó Ìgbàlè, ali seriam feitas as oferendas e os sacrifícios e onde as roupas deveriam permanecer guardadas, para que eles as vestissem quando o pai os chamasse através do ritual do bastão.






Seguindo o pacto e as instruções do Bàbàláwo, de que sempre que os filhos morressem fosse realizado o ritual após o l7º dia, pais e filhos para sempre se encontraram. “E para os filhos que ainda não tiverem roupas, é só pedir às pessoas que elas as farão com imenso prazer”.

Assim sendo, poder-nos-ia interpretar Oyá Ìgbàlè como “A Senhora da Floresta Sagrada dos Ancestrais”.

Se um dos atributos de Oyá em sua pura essência é o “Espírito do Vento”, neste caminho ela é denominada de “O Vento da Morte, A Regente do Vento Invisível dos Egúngun” Oyá Ìgbàlè é a divindade que Òlodúmarè outorgou o direito de controlar os espíritos dos seres humanos quando desencarnados.
Ela tem que assegurar que nosso espírito, de uma forma ou de outra, não seja prejudicado nesta “transição” tão delicada. 


 
Há ‘tradicionalistas modernos’ que dizem que o conhecido ‘Déjà Vu’ a esta divindade pertence.
Oduleke foi o primeiro caçador a receber os ritos do Asese, celebrado por Oyá Ìgbàlè. Até então este rito era somente destinados aos caçadores, para somente depois ser designado a todos os iniciados e consagrados ao Culto do Òrìṣa e Egún. Uma de suas principais características, esta em sua lealdade para com seus seguidores.

Quando Oyá Ìgbàlè acompanha seus seguidores em uma batalha, invoca seu poderoso exército de Egúngun liderado por um dos mais temíveis Ancestrais Baba Ajimuda. Os mitos relatam que nesta batalha Oyá Ìgbàlè cobre o rosto com uma mascara para ocultar a face da destruição. Na diáspora, esta mascara foi substituída pela pintura de efun do qual cobre por completo o rosto de Oyá Ìgbàlè e que ninguém deve dirigir o olhar diretamente a ela, mesmo que esta cerimônia seja realizada no escuro.
 
No Novo Mundo Oyá Ìgbàlè passa a morar no Ile Awo – A casa do Segredo, mas especificamente no Ile Sanyin ou popularmente conhecido com Lesanyin quando cultuada no Culto de Lese Egún e no Ile Ibo Aku quando cultuada em Lese Òrìṣà. Sua representação material e seus atributos diferem de um lugar para outro, porém seu maior segredo se mantém em igualdade em ambos os cultos.

Oyá é evocada para Proteção contra ataques de perversos ou Iku / Egun, atrair amores, fertilidade na esterilidade, saúde das trompas, vendas de todos os tipos, melhorias no comércio, atrair clientes, tomar iniciativa, faxina espiritual e varrer os espíritos perversos.

Em agradecimento ao irmão Bàbàláwo Ifálola Agboola, por nos presentear com este conhecimento 

terça-feira, 1 de maio de 2012

Ajaká

AGANJÚ, TERRA FIRME E AJAKÁ SEU PAI


A história dessa situação é contada pela tradição Lucumi, não as histórias da Tradição mas pelo que se considera historias adicionais.
Antes de apaixonar-se pelo caçador, Odùdúwá deu a luz para seu marido Obatàlá, a um menino e uma menina, chamados respectivamente Aganjú e Yemojá. 
O nome Aganjú significa a parte não habitada do país, a região selvagem, terra firme, a planície, ou a floresta; e o nome Yemojá significa "mãe dos peixes" (yeye, mãe; eja, peixes). A prole da união do paraíso e da terra, isto é, de Obatàlá e de Odùdúwá, pode assim ser dita representar a união de terra e água.

Yemojá é a Deusa dos rios e córregos, e gere as dificuldades causadas pela água. É representada por uma figura feminina, sua cor é o amarelo, contas azuis e vestimenta branca. A adoração de Aganjú parece ter caído em desuso, ou ter-se fundido com a de sua mãe; mas diz-se existir um espaço aberto na frente da residência do rei em Oyo onde Aganjú foi adorado no passado e que ainda se chama Ojú-Aganjú - "Olhos de Aganjú".

Yemojá casou-se com seu irmão Aganjú, e teve um filho chamado Òrugán. Este nome é combinação de orun, do céu, e de gan, do ga, para ser elevado; e parece significar "na altura do céu." Parece responder ao khekheme, ou "à região livre de ar" dos povos Ewe, para significar o espaço aparente entre o céu e a terra. A prole da terra e da água seria assim o que nós chamamos de ar. Òrugán apaixonou-se por sua mãe, que recusou-se a ouvir de sua paixão culpada. Um dia Òrugán aproveitou-se da ausência de seu pai e a possuiu.
Imediatamente depois do ato, Yemojá levantou-se e fugiu, esfregando as mãos e lamentando. Ela foi perseguida por Òrugán, que a tentou consolar dizendo que ninguém precisaria saber do ocorrido. E declarou que não poderia viver sem ela. Pediu-lhe considerar que vivesse com dois maridos, um reconhecido, e o outro em segredo; mas ela rejeitou com horror todas suas propostas e continuou a fugir.

Òrugán, entretanto, alcançou-a rapidamente e quando estava ao alcance de sua mão, ela caiu para trás na terra então seu corpo começou imediatamente a inchar em uma maneira temível, dois córregos da água saíram de seus seios, e seu abdômen explodiu, abrindo-se. Os córregos dos seios de Yemojá uniram-se formando uma lagoa. E da abertura de seu corpo vieram:

Dadá
Deus dos Vegetais

Sàngó
Deus doTrovão

Ògún
Deus do Ferro e da Guerra

Òlokun
Deusa do Mar

Òlosa
Deusa da Lagoa

Oyá
Deusa do Rio Níger

Òsun
Deusa do Rio Òsun

Oba
Deusa do Rio Oba

Òrìsà Oko
Deus da Agricultura

Òsòósi
Deus dos Caçadores

Oke
Deus das Montanhas

Ajé
Deus da Riqueza

Sàponà
Deus da Varíola

Òrun
O Sol

Òsú
A Lua

 Para comemorar este evento construiu-se uma cidade chamada Ifé (que significa distensão, aumento de tamanho, ou inchamento), no local onde rebentou o corpo de Yemojá, essa cidade transformou-se em cidade sagrada para os povos de fala Yorubá. O local onde seu corpo caiu costumava ser mostrado e provavelmente ainda o é; mas a cidade foi destruída em 1882, na guerra entre o Ifés contra os Ibadans e os Modakekes.
O mito de Yemojá explica assim a origem de diversos dos Deuses, fazendo-os netos de Obatàlá e de Odùdúwá.

AJAKÁ

O Aláàfin de Òyó, o Oba Ajaká, meio irmão de Sàngó, era muito pacifico, apático e não realizava um bom governo. Sàngó, que cresceu nas terras dos Tapas (Nupe), local de origem de Torosí, sua mãe, e mais tarde se instalou na cidade de Kòso, mesmo rejeitado pelo povo por ser violento e incontrolável, mas sendo tirânico, se aclamou como Oba Kòso.

Mais tarde, com seus seguidores, se estabeleceu em Òyó, num bairro que recebeu o mesmo nome da cidade que viveu, Kòso e com isso manteve seu titulo de Oba Kòso.
Sàngó percebendo a fraqueza de seu irmão e sendo astuto e ávido por poder, destrona Ajaká e torna-se o terceiro Aláàfin de Òyó.
Ajaká, também chamado de Dadá, exilado, sai de Òyó para reinar numa cidade menor, Igboho ,vizinha de Òyó, e não poderia mais usar a coroa real de Òyó. E, com vergonha por ter sido deposto, jura que neste seu reinado vai usar uma outra coroa (ade), que lhe cubra seus olhos envergonhados e que somente irá tira-la quando ele puder usar novamente o ade que lhe foi roubado.
Esta coroa que Dadá Ajaká passa a usar, é rodeada por vários fios ornados de búzios no lugar das contas preciosas do Ade Real de Òyó, e esta chama-se Ade Bayánni. Dadá Ajaká então casa-se e tem um filho que chama-se Aganjú, que vem a ser sobrinho de Sàngó. Sàngó reina durante sete anos sobre Òyó e com intenso remorso das inúmeras atrocidades cometidas e com o povo revoltado, ele abandona o trono de Òyó e se refugia na terra natal de sua mãe em Tapa.
Após um tempo, suicida-se, enforcando-se numa árvore chamada de àyòn (àyàn) na cidade de Kòso. Com o fato consumado, Dadá Ajaká volta à Òyó e reassume o trono, retira então o Ade Bayánni e passa a usar o Ade Aláàfin, tornando-se então o quarto Aláàfin de Òyó.
Após sua morte, assume o trono seu filho Aganjú, neto de Òrànmíyàn e sobrinho de Sàngó, tornando-se o quinto Aláàfin de Òyó. Como Aganjú não teve filhos, com ele acaba a dinastia de Odùdúwá em Òyó, assim termina o primeiro período de formação dos povos yorubanos. De Ifé até Òyó, de Odùdúwá a Aganjú, passando por Sàngó.

Um babalaô me contou

"Antigamente, os orisás eram homens.
Homens que se tornaram orisás por causa de seus poderes.
Homens que se tornaram orisás por causa de sua sabedoria.
Eles eram respeitados por causa de sua força,
Eles eram venerados por causa de suas virtudes.
Nós adoramos sua memória e os altos feitos que realizaram.
Foi assim que estes homens tornaram-se orisás.
Os homens eram numerosos sobre a Terra.
Antigamente, como hoje,
Muitos deles não eram valentes nem sábios.
A memória destes não se perpetuou
Eles foram completamente esquecidos;
Não se tornaram orisás.
Em cada vila, um culto se estabeleceu
Sobre a lembrança de um ancestral de prestígio
E lendas foram transmitidas de geração em geração para
render-lhes homenagem".