Máa bò ya
Ìyá bò ya
Omi jéjé
Omi nibú
Máa bò ya
Ìya bò ya
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Dicionário
Abadá - Veste branca ou de cor de mangas largas, usada pelo Yorubás. Abadô - Parte da vestimenta da Orixá Oxum.
Abalô - Nome dado a Oxum quando brinca com o leque.
Abará - Bolo feito com massa de feijão-fradinho, cebola, camarão-seco, sal, enrolado com folhas de bananeira e cozido no vapor de água quente.
Abassá - Terreiro de Candomblé que segue os preceitos da nação Angola.
Abatá - Sapato ou qualquer tipo de calçado.
Abê - Tida como irmã gêmea de Badé, vodum feminino cultuado no Maranhão.
Abebê - espelho usado por Oxum e Iemanjá.
Abelê - leque usado por Oxum.
Abiã - Pessoa que está nascendo para o culto.
Abikú - Uma criança que morre logo após o parto para atormentar os pais, nascendo e renascendo indeterminadamente.
Abiodun – Título de um dos Obás de Xangô.
Abô - banho de proteção feito de ervas litúrgicas para o culto, concedido ao iniciado.
Abomi - Um dos nomes atribuídos a Oxum e a Xangô, em cultos ligados a água. Abomi quer dizer ao Orixá: aceite água.
Acarajé - comida ritual da Orixá Oyá-Iansã. Na África é chamado de àkàrà, enquanto je significa comer. No Brasil foram unidas as duas palavras acara-je.
Acaçá - é uma comida ritual do candomblé e da culinária baiana. Feito com milho branco ou milho vermelho. Todos Orixás recebem o Acaçá como oferenda.
Adarrum - Toque do Orixá Ogum.
Adarrun - Toque rápido e contínuo dos atabaques para chamar os Orixás nas cabeças dos filhos de santo; para forçar os deuses a descer.
Adé - Homem com trejeitos femininos, homem afeminado.
Adiê – Galinha preparada para sacrifício aos Orixás.
Adjá - sino de alumínio ou cobre de três bocas.
Ado - é uma Comida ritual feita de milho vermelho torrado e moído em moinho e temperado com azeite de dendê e mel, é oferecido principalmente à Orixá Oxum.
Adobalé - Nome dado ao ato de deitar-se no chão para ser abençoado pelo Orixá.
Adoxu - estado em que o iniciado já pode incorporar o orixá.
Adun - Comida de Oxum feita com milho torrado e moído, com um pouco de azeite de dendê e mel de abelhas.
Adupê - Bode.
Afoman - Um dos nomes do Orixá Omulu, em Candomblés baianos. Deriva de Afomó: contagioso, infeccioso
Afejewe - início da raspagem do iaô.
Afoxé - é um instrumento musical composto de uma cabaça pequena redonda, recoberta com uma rede de bolinhas de plástico parecido com o Xequerê sendo que o afoxé é menor.
Afoxé - é um ritmo do Candomblé.
Afoxé - também chamado de Candomblé de rua - é um cortejo de rua que sai durante o carnaval de Salvador, Bahia.
Agodô - Umas das qualidades de Xangô no Brasil.
Agogô - é um instrumento musical de metal usado no candomblé. O nome vem de akokô, palavra nagô que significa "relógio" ou "tempo", assim como um som extraído de um instrumento metálico. Compõe-se de dois pedaços de ferro, um menor que outro, ou dois cones ocos e sem base, de tamanhos diferentes, de folhas de flandres, ligados entre si pelos vértices.
Águas de Oxalá - Cerimônia de purificação do terreiro. Esta Cerimônia marca o início do ciclo de festas litúrgicas nos Candomblés de origem Yorubá e Jeje no Brasil.
Agué - Nome de um vodum Jeje, que corresponde ao orixá Ossain.
Aguerê - Dança de Iansã.
Agueré – Toque cadenciado com 2 variações: uma para Oyá, outro para Oxóssi. É conhecido como “quebra-pratos”.
Aguidavi - são varetas utilizadas para a percussão dos atabaques no candomblé. São confeccionadas com pequenos galhos das árvores sagradas do candomblé. Seu uso é restrito aos rituais.
Aiê - A terra, o solo, sob o domínio de Obaluaiê.
Airá - Xangô velho – Uma das qualidades de Xangô.
Aisum - Ritual a que o iaô se submete na véspera da cerimônia de iniciação que consiste em jejuar e passar a noite em claro.
Aiuká - Fundo do mar, para o povo Banto.
Ajapá - Cágado, tartaruga. O animal sagrado de Xangô.
Ajé - Feiticeira
Akã - Faixa usada para amarrar no peito dos médiuns incorporados.
Akepalô - Sacerdote.
Akessan - Um dos nomes do Orixá Exú.
Akikó - Galo
Akirijgegbó – Freqüentador do Candomblé.
Akokem - Galinha D’angola.
Akukó - O mesmo que Akikó - Galo.
Alá - Deus para os daomeanos da nação Jeje.
Alabéê – Tocador de tambores líder no terreiro. Aquele que canta pontos de Candomblé.
Aladori - pano amarrado à cabeça.
Alafange - Objeto semelhante a uma espada.
Alafim - Uma das qualidades de Xangô.
Alagbê - É o Ogan responsável pelos toques rituais, alimentação, conservação e preservação dos instrumentos musicais sagrados Atabaques. Nos ciclos de festas é obrigado a se levantar de madrugada para que faça a alvorada. Se uma autoridade de outro Axé chegar no terreiro, o Alagbê tem de lhe prestar as devidas homenagens.
Alaketo - Nação do povo Iorubá-Nagô.
Alapini - é o Sacerdote Supremo do Culto aos Egungun, o atual Alapini no Brasil é Mestre Didi Axipá, presidente da Sociedade Cultural e Religiosa Ilê Axipá.
Alibã - Polícia.
Alojá - A dança do ritual de Xangô.
Aloyá - Senhora Oyá. O mesmo que Iansã ou filho de Oyá.
Aluá - Bebida feita com farinha de milho ou de arroz, fermentada em água com cascas de frutas, gengibre e um pouco açúcar. É servida nos terreiros de Candomblé, principalmente aos caboclos.
Aluaiê - Nação Jeje – Angola
Alubosa - Cebola
Alufam - O mesmo que olufóm, Senhor da cidade de Ifóm, a que mais cultua Oxalá.
Alujá - Batida de tambor especial para Xangô.
Amalá - é comida ritual do Orixá Xangô. É feito com quiabo cortado, cebola ralada, pó de camarão, sal, azeite de dendê ou azeite doce.
Amobirim - Mulher que não casou , mulher solteira.
Amorim - pano virgem.
Ana – O mesmo que ontem.
Anamburukê - Um dos nomes de Nanã Burukê, a mais velha de todos os Orixás.
Angola - Região do sudoeste da África, de onde vieram negros escravos para o Brasil, trazendo vários dialetos de origem Bantu como Kimbundo, Embundo, Kibuko e Kikongo.
Angorô - Na nação angola, significa qualidade de Oxumarê.
Aôboboi - Saudação do Orixá Oxumarê.
Apaoká - Orixá da jaqueira, por ser muito cultuado nela.
Apará - Uma das qualidades da Orixá Oxum, quando se apresenta carregando uma espada.
Aré - Culto ao orixá Ogum na Nigéria.
Arê - Ruas e Encruzilhadas.
Aress - Um dos 12 ministros de Xangô.
Ariaxé - Banho ritual com folhas sagradas para os iniciados. Ariaxé também é o nome do local onde são feitos estes banhos.
Aridã - Fruto do qual se origina o Obi.
Arrobobô - Uma das saudações do Orixá Oxumarê.
Aruquerê - Objeto de metal usado por Oxóssi.
Anlodo - caminhada ritualística do iniciado.
Assentamento - recipiente onde se assenta a força dinâmica do orixá.
Assogba - Supremo sacerdote do culto de Obaluaiyê. O nome significa "consertador de cabaças", em iorubá.
Atabaque - De origem africana, usado em quase todos rituais afro-brasileiro, típico do Candomblé e da Umbanda e de outros estilos relacionados e influenciados pela tradição africana. De uso tradicional na música ritual e religiosa, empregados para convocar os Orixás. O atabaque maior tem o nome de RUM o segundo tem o nome de RUMPI e o menor tem o nome de LE.
Axé - força invisível, mágica e sagrada.
Babalaô - baba, pai; aô, completo, tudo; "um pai para tudo".
Bori - cerimônia destinada a "reforçar a cabeça" do iniciante.
Brajá - colar de búzios com aparência de escamas de serpente utilizado por Oxumaré.
Búzios - conchas cônicas utilizadas para adivinhação.
Candomblé - casa onde batem os pés." Seita afro-brasileira com centenas de adeptos no Brasil.
Cauris - búzios.
Contra-egum - trança feita de palha-da-costa que, amarrado no braço do iaô, tem a função de afastar os mortos.
Curas - espécie de tatuagens desenhadas na cabeça e em algumas partes do elegum no ritual de iniciação.
Dobale - tipo de reverência do iniciado se o Orixá protetor for do sexo feminino.
Ebó - ritual destinado a afastar os elementos desordeiros indicados pelo desequilíbrio do iniciado.
Efum - espécie de giz branco utilizado no rito de iniciação para marcar o corpo do elegum e também nos assentamentos.
Egum, egungum - Espírito de pessoa morta que retorna à Terra em certos rituais. Segundo a tradição, é uma espécie de orixá individual que todo o ser humano tem; ele deve ser bem tratado pois é um ancestral do iaô. O culto é proibido às mulheres. A Iyagan é a única sacerdotisa que pode participar do culto.
Ejé - sangue derramado na cerimônia de iniciação.
Elegum - eleito, preferido do orixá.
Eni - esteira feita de uma palha trançada, onde os iniciados dormem até o complemento das obrigações.
Epó - azeite-de-dendê.
Erê -espírito de (ou sob a forma de) criança que prepara o iaô para receber seu orixá.
Erukerê - rabo-de-cavalo usado pelos reis, característico de Oxossi.
Feitura de santo - iniciação ou processo em que os duplos sobrenaturais dos elementos psíquicos da pessoa são fixados em um objeto simbólico e sua contraparte é fixada na cabeça do iniciado.
Ibá (Igbá) - bacia utilizada na cerimônia de iniciação do iaô-elegum.
Ibiri - instrumento ritual de Nanã representado por um feixe de palitos de dendezeiro ornado com búzios.
Idés - pulseiras
Ifé - vasto; cidade nigeriana, capital religiosa iorubana.
Igbim - espécie de caramujo.
Iká - tipo de reverência do iniciado do sexo masculino.
Ilá - som que o iniciado emite quando irradiado do orixá para que as pessoas saibam que o iaô está possuído
irradiado.
Ilê - casa.
Irê - incisões feitas na cabeça do iniciado.
Iroko - árvore considerada sagrada pelos iorubanos.
Iruexim - instrumento ritualístico de Oxossi, representado por um rabo-de-cavalo.
Iyó - sal.
laô-elegum - filho-de-santo.
lfá - Orixá da adivinhação e do destino, mensageiro do Deus Criador. Espécie de oráculo que leva seu nome.
lgbo iku - floresta da morte.
lya kekerê - "braço direito" da mãe-de-santo.
Juntó, ajuntó - conjunto de forças dos Orixás do elegum.
Kelê - colar de contas com as cores do orixá.
Laguidibá - colar de Obaluaê feito de anéis de chifre de boi.
Mãe-de-santo - na tradição nigeriana, pessoa apta a desvendar as respostas dos deuses através dos búzios. Também é o nome dado à pessoa que inicia e orienta o iaô.
Abalô - Nome dado a Oxum quando brinca com o leque.
Abará - Bolo feito com massa de feijão-fradinho, cebola, camarão-seco, sal, enrolado com folhas de bananeira e cozido no vapor de água quente.
Abassá - Terreiro de Candomblé que segue os preceitos da nação Angola.
Abatá - Sapato ou qualquer tipo de calçado.
Abê - Tida como irmã gêmea de Badé, vodum feminino cultuado no Maranhão.
Abebê - espelho usado por Oxum e Iemanjá.
Abelê - leque usado por Oxum.
Abiã - Pessoa que está nascendo para o culto.
Abikú - Uma criança que morre logo após o parto para atormentar os pais, nascendo e renascendo indeterminadamente.
Abiodun – Título de um dos Obás de Xangô.
Abô - banho de proteção feito de ervas litúrgicas para o culto, concedido ao iniciado.
Abomi - Um dos nomes atribuídos a Oxum e a Xangô, em cultos ligados a água. Abomi quer dizer ao Orixá: aceite água.
Acarajé - comida ritual da Orixá Oyá-Iansã. Na África é chamado de àkàrà, enquanto je significa comer. No Brasil foram unidas as duas palavras acara-je.
Acaçá - é uma comida ritual do candomblé e da culinária baiana. Feito com milho branco ou milho vermelho. Todos Orixás recebem o Acaçá como oferenda.
Adarrum - Toque do Orixá Ogum.
Adarrun - Toque rápido e contínuo dos atabaques para chamar os Orixás nas cabeças dos filhos de santo; para forçar os deuses a descer.
Adé - Homem com trejeitos femininos, homem afeminado.
Adiê – Galinha preparada para sacrifício aos Orixás.
Adjá - sino de alumínio ou cobre de três bocas.
Ado - é uma Comida ritual feita de milho vermelho torrado e moído em moinho e temperado com azeite de dendê e mel, é oferecido principalmente à Orixá Oxum.
Adobalé - Nome dado ao ato de deitar-se no chão para ser abençoado pelo Orixá.
Adoxu - estado em que o iniciado já pode incorporar o orixá.
Adun - Comida de Oxum feita com milho torrado e moído, com um pouco de azeite de dendê e mel de abelhas.
Adupê - Bode.
Afoman - Um dos nomes do Orixá Omulu, em Candomblés baianos. Deriva de Afomó: contagioso, infeccioso
Afejewe - início da raspagem do iaô.
Afoxé - é um instrumento musical composto de uma cabaça pequena redonda, recoberta com uma rede de bolinhas de plástico parecido com o Xequerê sendo que o afoxé é menor.
Afoxé - é um ritmo do Candomblé.
Afoxé - também chamado de Candomblé de rua - é um cortejo de rua que sai durante o carnaval de Salvador, Bahia.
Agodô - Umas das qualidades de Xangô no Brasil.
Agogô - é um instrumento musical de metal usado no candomblé. O nome vem de akokô, palavra nagô que significa "relógio" ou "tempo", assim como um som extraído de um instrumento metálico. Compõe-se de dois pedaços de ferro, um menor que outro, ou dois cones ocos e sem base, de tamanhos diferentes, de folhas de flandres, ligados entre si pelos vértices.
Águas de Oxalá - Cerimônia de purificação do terreiro. Esta Cerimônia marca o início do ciclo de festas litúrgicas nos Candomblés de origem Yorubá e Jeje no Brasil.
Agué - Nome de um vodum Jeje, que corresponde ao orixá Ossain.
Aguerê - Dança de Iansã.
Agueré – Toque cadenciado com 2 variações: uma para Oyá, outro para Oxóssi. É conhecido como “quebra-pratos”.
Aguidavi - são varetas utilizadas para a percussão dos atabaques no candomblé. São confeccionadas com pequenos galhos das árvores sagradas do candomblé. Seu uso é restrito aos rituais.
Aiê - A terra, o solo, sob o domínio de Obaluaiê.
Airá - Xangô velho – Uma das qualidades de Xangô.
Aisum - Ritual a que o iaô se submete na véspera da cerimônia de iniciação que consiste em jejuar e passar a noite em claro.
Aiuká - Fundo do mar, para o povo Banto.
Ajapá - Cágado, tartaruga. O animal sagrado de Xangô.
Ajé - Feiticeira
Akã - Faixa usada para amarrar no peito dos médiuns incorporados.
Akepalô - Sacerdote.
Akessan - Um dos nomes do Orixá Exú.
Akikó - Galo
Akirijgegbó – Freqüentador do Candomblé.
Akokem - Galinha D’angola.
Akukó - O mesmo que Akikó - Galo.
Alá - Deus para os daomeanos da nação Jeje.
Alabéê – Tocador de tambores líder no terreiro. Aquele que canta pontos de Candomblé.
Aladori - pano amarrado à cabeça.
Alafange - Objeto semelhante a uma espada.
Alafim - Uma das qualidades de Xangô.
Alagbê - É o Ogan responsável pelos toques rituais, alimentação, conservação e preservação dos instrumentos musicais sagrados Atabaques. Nos ciclos de festas é obrigado a se levantar de madrugada para que faça a alvorada. Se uma autoridade de outro Axé chegar no terreiro, o Alagbê tem de lhe prestar as devidas homenagens.
Alaketo - Nação do povo Iorubá-Nagô.
Alapini - é o Sacerdote Supremo do Culto aos Egungun, o atual Alapini no Brasil é Mestre Didi Axipá, presidente da Sociedade Cultural e Religiosa Ilê Axipá.
Alibã - Polícia.
Alojá - A dança do ritual de Xangô.
Aloyá - Senhora Oyá. O mesmo que Iansã ou filho de Oyá.
Aluá - Bebida feita com farinha de milho ou de arroz, fermentada em água com cascas de frutas, gengibre e um pouco açúcar. É servida nos terreiros de Candomblé, principalmente aos caboclos.
Aluaiê - Nação Jeje – Angola
Alubosa - Cebola
Alufam - O mesmo que olufóm, Senhor da cidade de Ifóm, a que mais cultua Oxalá.
Alujá - Batida de tambor especial para Xangô.
Amalá - é comida ritual do Orixá Xangô. É feito com quiabo cortado, cebola ralada, pó de camarão, sal, azeite de dendê ou azeite doce.
Amobirim - Mulher que não casou , mulher solteira.
Amorim - pano virgem.
Ana – O mesmo que ontem.
Anamburukê - Um dos nomes de Nanã Burukê, a mais velha de todos os Orixás.
Angola - Região do sudoeste da África, de onde vieram negros escravos para o Brasil, trazendo vários dialetos de origem Bantu como Kimbundo, Embundo, Kibuko e Kikongo.
Angorô - Na nação angola, significa qualidade de Oxumarê.
Aôboboi - Saudação do Orixá Oxumarê.
Apaoká - Orixá da jaqueira, por ser muito cultuado nela.
Apará - Uma das qualidades da Orixá Oxum, quando se apresenta carregando uma espada.
Aré - Culto ao orixá Ogum na Nigéria.
Arê - Ruas e Encruzilhadas.
Aress - Um dos 12 ministros de Xangô.
Ariaxé - Banho ritual com folhas sagradas para os iniciados. Ariaxé também é o nome do local onde são feitos estes banhos.
Aridã - Fruto do qual se origina o Obi.
Arrobobô - Uma das saudações do Orixá Oxumarê.
Aruquerê - Objeto de metal usado por Oxóssi.
Anlodo - caminhada ritualística do iniciado.
Assentamento - recipiente onde se assenta a força dinâmica do orixá.
Assogba - Supremo sacerdote do culto de Obaluaiyê. O nome significa "consertador de cabaças", em iorubá.
Atabaque - De origem africana, usado em quase todos rituais afro-brasileiro, típico do Candomblé e da Umbanda e de outros estilos relacionados e influenciados pela tradição africana. De uso tradicional na música ritual e religiosa, empregados para convocar os Orixás. O atabaque maior tem o nome de RUM o segundo tem o nome de RUMPI e o menor tem o nome de LE.
Axé - força invisível, mágica e sagrada.
Babalaô - baba, pai; aô, completo, tudo; "um pai para tudo".
Bori - cerimônia destinada a "reforçar a cabeça" do iniciante.
Brajá - colar de búzios com aparência de escamas de serpente utilizado por Oxumaré.
Búzios - conchas cônicas utilizadas para adivinhação.
Candomblé - casa onde batem os pés." Seita afro-brasileira com centenas de adeptos no Brasil.
Cauris - búzios.
Contra-egum - trança feita de palha-da-costa que, amarrado no braço do iaô, tem a função de afastar os mortos.
Curas - espécie de tatuagens desenhadas na cabeça e em algumas partes do elegum no ritual de iniciação.
Dobale - tipo de reverência do iniciado se o Orixá protetor for do sexo feminino.
Ebó - ritual destinado a afastar os elementos desordeiros indicados pelo desequilíbrio do iniciado.
Efum - espécie de giz branco utilizado no rito de iniciação para marcar o corpo do elegum e também nos assentamentos.
Egum, egungum - Espírito de pessoa morta que retorna à Terra em certos rituais. Segundo a tradição, é uma espécie de orixá individual que todo o ser humano tem; ele deve ser bem tratado pois é um ancestral do iaô. O culto é proibido às mulheres. A Iyagan é a única sacerdotisa que pode participar do culto.
Ejé - sangue derramado na cerimônia de iniciação.
Elegum - eleito, preferido do orixá.
Eni - esteira feita de uma palha trançada, onde os iniciados dormem até o complemento das obrigações.
Epó - azeite-de-dendê.
Erê -espírito de (ou sob a forma de) criança que prepara o iaô para receber seu orixá.
Erukerê - rabo-de-cavalo usado pelos reis, característico de Oxossi.
Feitura de santo - iniciação ou processo em que os duplos sobrenaturais dos elementos psíquicos da pessoa são fixados em um objeto simbólico e sua contraparte é fixada na cabeça do iniciado.
Ibá (Igbá) - bacia utilizada na cerimônia de iniciação do iaô-elegum.
Ibiri - instrumento ritual de Nanã representado por um feixe de palitos de dendezeiro ornado com búzios.
Idés - pulseiras
Ifé - vasto; cidade nigeriana, capital religiosa iorubana.
Igbim - espécie de caramujo.
Iká - tipo de reverência do iniciado do sexo masculino.
Ilá - som que o iniciado emite quando irradiado do orixá para que as pessoas saibam que o iaô está possuído
irradiado.
Ilê - casa.
Irê - incisões feitas na cabeça do iniciado.
Iroko - árvore considerada sagrada pelos iorubanos.
Iruexim - instrumento ritualístico de Oxossi, representado por um rabo-de-cavalo.
Iyó - sal.
laô-elegum - filho-de-santo.
lfá - Orixá da adivinhação e do destino, mensageiro do Deus Criador. Espécie de oráculo que leva seu nome.
lgbo iku - floresta da morte.
lya kekerê - "braço direito" da mãe-de-santo.
Juntó, ajuntó - conjunto de forças dos Orixás do elegum.
Kelê - colar de contas com as cores do orixá.
Laguidibá - colar de Obaluaê feito de anéis de chifre de boi.
Mãe-de-santo - na tradição nigeriana, pessoa apta a desvendar as respostas dos deuses através dos búzios. Também é o nome dado à pessoa que inicia e orienta o iaô.
Mariwo - tipo de fibra de palmeira usada na confecção da roupa de Obaluaê.
Obatalá - "Deus do branco" que preside a cerimônia do efum. Criador dos seres humanos. Variante de Oxalá.
Obi - fruto de uma palmeira africana, usado no candomblé na adivinhação ou como oferenda aos Orixás.
Odu - caída dos búzios, resultado da jogada.
Ofá - arco e flecha, instrumento-símbolo de Oxossi e Logum.
Oga - camaleão.
Ogã - padrinho do culto africano ou brasileiro. Pessoa que toca os atabaques sagrados (apenas os homens são ogãs).
Okum - mar.
Olodumaré - um dos nomes do Deus Supremo.
Olofim, Olofim-Odudua - um dos nomes do Deus Supremo.
Olokum - (okum, mar) deusa do Oceano, esposa de Odudua.
Opelê-Ifá - tipo de colar aberto usado para adivinhação.
Orixá de cabeça - o principal orixá da pessoa.
Orukó - cerimônia de proclamação do nome.
Orum - céu.
Orumilá - (Orum, Céu; Alá, branco) Deus do Céu, Deus supremo.
Osum - tipo de tinta derivada do urucum.
Otá - pedra sagrada que contém parte do axé do Orixá.
Oti - pinga, cachaça.
Oxaguiã - forma jovem e guerreira de Oxalá.
Oxalufã - forma velha de Oxalá.
Oxé - machado de duas lâminas de pedra usado por Xangô.
Oxetuá - búzio fechado. O nome deriva do orixá de mesmo nome, filho de Oxum e de Orumilá, uma qualidade de Exu (mensageiro).
Oxum Okê - variante guerreira de Oxum.
Paô - batidas de mãos ritmadas.
Padê - O Padê de Exú é um ritual executado antes de qualquer cerimônia interna ou pública do Candomblé, Exú é sempre o primeiro a ser homenageado.
Paxorô ou opaxorô - espécie de cajado utilizado por Oxalufã.
Peji - altar
Ronkó - nome do quarto onde o iniciado permanece sem o contato do mundo profano até o término da sua iniciação. No ronkó também estão os (quartos) assentamentos dos orixás.
Terreiro - lugar destino ao culto dos Orixás onde os adeptos cultuam seus deuses pessoais através de danças ritualísticas.
Umbanda - religião afro-brasileira onde os seus integrantes cultuam entidades africanas sincretizadas aos santos católicos (chamados de encantados).
Zambi (Nzambi) ou Nzambi Mpungu - O Deus supremo e Criador nos candomblés de Nação Angola, equivalente à Olorun do Candomblé Ketu.
Zelador-de-santo, zeladora-de-santo - ver pai-de-santo, mãe-de-santo (o mesmo que ialorixá).
Pierre Verger
Pierre Verger nasceu em Paris, no dia quatro de novembro de 1902. Desfrutando de boa situação financeira, ele levou uma vida convencional para as pessoas de sua classe social até a idade de 30 anos, ainda que discordasse dos valores que vigoravam nesse ambiente. O ano de 1932 foi decisivo em sua vida: aprendeu um ofício - a fotografia - e descobriu uma paixão - as viagens. Após aprender as técnicas básicas com o amigo Pierre Boucher, conseguiu a sua primeira Rolleiflex e, com o falecimento de sua mãe, veio a coragem para se tornar um viajante solitário. Ela era seu último parente vivo, a quem não queria magoar com a opção por uma vida errante e não-conformista.
De dezembro de 1932 até agosto de 1946, foram quase 14 anos consecutivos de viagens ao redor do mundo, sobrevivendo exclusivamente da fotografia. Verger negociava suas fotos com jornais, agências e centros de pesquisa. Fotografou para empresas e até trocou seus serviços por transporte. Paris tornou-se uma base, um lugar onde revia amigos - os surrealistas ligados a Prévert e os antropólogos do Museu do Trocadero - e fazia contatos para novas viagens. Trabalhou para as melhores publicações da época, mas como nunca almejou a fama, estava sempre de partida: "A sensação de que existia um vasto mundo não me saía da cabeça e o desejo de ir vê-lo me levava em direção a outros horizontes".
As coisas começaram a mudar no dia em que Verger desembarcou na Bahia. Em 1946, enquanto a Europa vivia o pós-guerra, em Salvador, tudo era tranqüilidade. Foi logo seduzido pela hospitalidade e riqueza cultural que encontrou na cidade e acabou ficando. Como fazia em todos os lugares onde esteve, preferia a companhia do povo, os lugares mais simples. Os negros monopolizavam a cidade e também a sua atenção. Além de personagens das suas fotos, tornaram-se seus amigos, cujas vidas Verger foi buscando conhecer com detalhe. Quando descobriu o candomblé, acreditou ter encontrado a fonte da vitalidade do povo baiano e se tornou um estudioso do culto aos orixás. Esse interesse pela religiosidade de origem africana lhe rendeu uma bolsa para estudar rituais na África, para onde partiu em 1948.
Foi na África que Verger viveu o seu renascimento, recebendo o nome de Fatumbi, "nascido de novo graças ao Ifá", em 1953. A intimidade com a religião, que tinha começado na Bahia, facilitou o seu contato com sacerdotes, autoridades e acabou sendo iniciado como babalaô - um adivinho através do jogo do Ifá, com acesso às tradições orais dos iorubás. Além da iniciação religiosa, Verger começou nessa mesma época um novo ofício, o de pesquisador. O Instituto Francês da África Negra (IFAN) não se contentou com os dois mil negativos apresentados como resultado da sua pesquisa fotográfica e solicitou que ele escrevesse sobre o que tinha visto. A contragosto, Verger obedeceu. Depois, acabou encantando-se com o universo da pesquisa e não parou nunca mais.
Nômade, Verger nunca deixou de ser, mesmo tendo encontrado um rumo. A história, costumes e, principalmente, a religião praticada pelos povos iorubás e seus descendentes, na África Ocidental e na Bahia, passaram a ser os temas centrais de suas pesquisas e sua obra. Ele passou a viver como um mensageiro entre esses dois lugares: transportando informações, mensagens, objetos e presentes. Como colaborador e pesquisador visitante de várias universidades, conseguiu ir transformando suas pesquisas em artigos, comunicações, livros. Em 1960, comprou a casa da Vila América. No final dos anos 70, ele parou de fotografar e fez suas últimas viagens de pesquisa à África.
Em seus últimos anos de vida, a grande preocupação de Verger passou a ser disponibilizar as suas pesquisas a um número maior de pessoas e garantir a sobrevivência do seu acervo. Na década de 80, a Editora Corrupio cuidou das primeiras publicações no Brasil. Em 1988, Verger criou a Fundação Pierre Verger (FPV), da qual era doador, mantenedor e presidente, assumindo assim a transformação da sua própria casa num centro de pesquisa. Em fevereiro de 1996, Verger faleceu, deixando à FPV a tarefa de prosseguir com o seu trabalho.
De dezembro de 1932 até agosto de 1946, foram quase 14 anos consecutivos de viagens ao redor do mundo, sobrevivendo exclusivamente da fotografia. Verger negociava suas fotos com jornais, agências e centros de pesquisa. Fotografou para empresas e até trocou seus serviços por transporte. Paris tornou-se uma base, um lugar onde revia amigos - os surrealistas ligados a Prévert e os antropólogos do Museu do Trocadero - e fazia contatos para novas viagens. Trabalhou para as melhores publicações da época, mas como nunca almejou a fama, estava sempre de partida: "A sensação de que existia um vasto mundo não me saía da cabeça e o desejo de ir vê-lo me levava em direção a outros horizontes".
As coisas começaram a mudar no dia em que Verger desembarcou na Bahia. Em 1946, enquanto a Europa vivia o pós-guerra, em Salvador, tudo era tranqüilidade. Foi logo seduzido pela hospitalidade e riqueza cultural que encontrou na cidade e acabou ficando. Como fazia em todos os lugares onde esteve, preferia a companhia do povo, os lugares mais simples. Os negros monopolizavam a cidade e também a sua atenção. Além de personagens das suas fotos, tornaram-se seus amigos, cujas vidas Verger foi buscando conhecer com detalhe. Quando descobriu o candomblé, acreditou ter encontrado a fonte da vitalidade do povo baiano e se tornou um estudioso do culto aos orixás. Esse interesse pela religiosidade de origem africana lhe rendeu uma bolsa para estudar rituais na África, para onde partiu em 1948.
Foi na África que Verger viveu o seu renascimento, recebendo o nome de Fatumbi, "nascido de novo graças ao Ifá", em 1953. A intimidade com a religião, que tinha começado na Bahia, facilitou o seu contato com sacerdotes, autoridades e acabou sendo iniciado como babalaô - um adivinho através do jogo do Ifá, com acesso às tradições orais dos iorubás. Além da iniciação religiosa, Verger começou nessa mesma época um novo ofício, o de pesquisador. O Instituto Francês da África Negra (IFAN) não se contentou com os dois mil negativos apresentados como resultado da sua pesquisa fotográfica e solicitou que ele escrevesse sobre o que tinha visto. A contragosto, Verger obedeceu. Depois, acabou encantando-se com o universo da pesquisa e não parou nunca mais.
Nômade, Verger nunca deixou de ser, mesmo tendo encontrado um rumo. A história, costumes e, principalmente, a religião praticada pelos povos iorubás e seus descendentes, na África Ocidental e na Bahia, passaram a ser os temas centrais de suas pesquisas e sua obra. Ele passou a viver como um mensageiro entre esses dois lugares: transportando informações, mensagens, objetos e presentes. Como colaborador e pesquisador visitante de várias universidades, conseguiu ir transformando suas pesquisas em artigos, comunicações, livros. Em 1960, comprou a casa da Vila América. No final dos anos 70, ele parou de fotografar e fez suas últimas viagens de pesquisa à África.
Em seus últimos anos de vida, a grande preocupação de Verger passou a ser disponibilizar as suas pesquisas a um número maior de pessoas e garantir a sobrevivência do seu acervo. Na década de 80, a Editora Corrupio cuidou das primeiras publicações no Brasil. Em 1988, Verger criou a Fundação Pierre Verger (FPV), da qual era doador, mantenedor e presidente, assumindo assim a transformação da sua própria casa num centro de pesquisa. Em fevereiro de 1996, Verger faleceu, deixando à FPV a tarefa de prosseguir com o seu trabalho.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
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