terça-feira, 26 de abril de 2011

Esclarecimentos

ELÉDÁ: Senhor da Criação - Exalta a responsabilidade por toda a criação,e Ele existe por Si mesmo.

ALÁYÈ: Senhor da Vida - Lembra a condição de eternidade e poder sobre a vida. Em outras palavras, o Ser Supremo nunca morre; conforme o dito popular: A kì  igbó ikú Olodùmarè (Nunca ouvimos falar acerca da morte de Olódùmarè).

ELÉMÍ: Senhor do EMÍ - O que da poder da respiração e a tira quando julgar necessário. Daí, no planejamento do futuro, costuma-se  juntar a seguinte declaração no condicional: Bí Elémìí kò bá gbà á (Se o Senhor da Vida não a tirar...)

OLÓJÓ ÒNÍ: Senhor do Dia de Hoje - Significa que Deus está presente em todos os acontecimentos diários

segunda-feira, 28 de março de 2011

sábado, 19 de fevereiro de 2011

O JOGO DE BÚZIOS

O ser humano sempre questionou o motivo de sua estadia sobre a terra e,
principalmente, o mistério que envolve o seu futuro.

A insegurança em relação ao porvir fez com que o homem tentasse, de diferentes maneiras, prever o que lhe estava reservado, precavendo-se desta forma da má sorte, ao mesmo tempo em que assegurava a efetivação de acontecimentos tidos com benefícios.

Muitos são os processos utilizados nesta finalidade e, no decorrer dos séculos, diversos sistemas oraculares foram desenvolvidos e largamente acessados com maior ou menor possibilidades de erros e acertos.

Dentre os sistemas oraculares utilizados pelos humanos, na ânsia de descobrir o futuro, ou contactar as deidades com a finalidade de desvendar o motivo de suas provações, destacamos alguns como, a astrologia, a cartomancia, a quiromancia e a geomancia, que por sua popularidade e confiabilidade, continuam a ser muito solicitadas nos dias atuais.

Quase todos os oráculos, independente de sua origem cultural, tendem ao aspecto religioso, sugerindo sempre uma prática ritualística de caráter muito mais místico do que cientifico.

No Brasil, o sistema divinatório mais amplamente divulgado, aceito e praticado, é o popularmente denominado “Jogo de Búzios”, que tem suas origens nas religiões africanas, mais especificamente no culto de Orunmilá, o Deus da Sabedoria e da Adivinhação.

Nossa cultura assimilou de forma notável os costumes oriundos do continente africano, legados pelos escravos que, no decorrer de vários séculos, foram para aqui trazidos de forma trágica e brutal.

A música, a culinária, a maneira de ser e de agir do brasileiro testemunham, de forma inequívoca, esta influência, de que não poderia deixar de ser verificada também, na postura de nosso povo diante das religiões, quando, independente de sua opção ou credo, adota sempre uma atitude pautada no profundo misticismo.

Para o brasileiro, como para o africano, não cai uma folha de uma árvore sem que
para isto não haja uma pré determinação espiritual ou um motivo de fundo religioso.

As forças superiores são sempre solicitadas na solução dos problemas do quotidiano e, seja qual for a religião professada pelo indivíduo, a prática da magia é sempre adotada na busca de suas soluções, mesmo que esta prática mágica seja velada ou mascarada com outros nomes.


O presente trabalho configura-se como uma proposta essencialmente didática que por isto mesmo, não assegura as pessoas não iniciadas o direito de acessar o oráculo, garantido- lhes, isto sim, a possibilidade de conhecer a mecânica de seu funcionamento, sua interpretação e a forma como pode apresentar soluções para os problemas que diuturnamente apliquem as nossas existências.

Sentimo-nos na obrigação de esclarecer ainda que, o Jogo de Búzios como base como todos os demais processos divinatórios, exige como pré requisito para que possa ser acessado, algum tipo de iniciação por parte do adivinho, assim com a consagração dos objetos concernentes a prática oracular

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

MERINDILOGUN - O JOGO DE BÚZIOS


O Jogo de Búzios ou Merindilogun, tornou-se no Brasil, o sistema oracular mais amplamente aceito e difundido. Raros são os indivíduos residentes em nossa terra que nunca tenha recorrido aos seus serviços quer seja por simples curiosidade, que seja por real necessidade.
A preferência do brasileiro por este sistema verifica-se, provavelmente pela inexistência de Babalawo no Brasil, o que torna absolutamente impossível o acesso aos dois processos adivinhatórios anteriormente descritos, enquanto que os búzios podem ser jogados por qualquer um que seja iniciado no culto dos Orisás, independente de cargo, grau ou hierarquia.
É Esú quem através dos búzios, intermedía a comunicação entre os homens e os habitantes dos mundos espirituais, levando os pedidos e trazendo os conselhos e orientações, os recados e as exigências.
Uma outra vantagem que o jogo de búzios apresenta sobre os outros sistemas oraculares existentes em nossa terra é o fato de não somente diagnosticar o problema, como também apresentar a solução através de um procedimento mágico denominado ebó.

O Jogo de Opele


O Jogo do Okpele obedece a mesma ritualistica exigida pelos Ikin, sendo como este, exclusividade dos Babalawo. Trata-se no entanto de um processo mais rápido, já que um único lançamento do rosário divinatório proporciona o surgimento de duas figuras que combinadas formam um Odu.

O colar ou rosário aqui usado, é formado por uma corrente de qualquer metal, onde são presas oito favas, conchas, ou quaisquer objetos de forma e tamanhos idênticos, que possuam um lado côncavo e outro convexo, que irão possibilitar de acordo com suas disposições em cada lançamento a “leitura” do Odu que se apresenta.

Existem correntes confeccionadas com pedaços de marfim, pedaços de osso, cascas de coco, etc., sendo que a preferência da maioria dos Babalawo, recai sobre um determinado tipo de semente natural da África Ocidental, conhecida como “fava de Okpele” que por sua forma, adapta-se perfeitamente as necessidades do rosário divinatório de Ifá.

As favas ou outros materiais utilizados para este fim, são presas pelas extremidades a corrente, mantendo entre si uma distância sempre igual. com exceção das quartas e quintas favas, que guardam entre si, uma distância um pouco maior do que a que separa as demais, o que torna possível a sua manipulação por parte de advinhos.

Na hora do lançamento, a corrente é segura neste exato local pelos dedos indicador e polegar da mão direita, suas pontas pendentes são batidas de leve sobre o solo, o que permite que suas favas se agitem livremente, balançadas algumas vezes e lançadas com as pontas voltadas pra o advinho.

Cada “perna” da corrente contendo quatro favas, apresenta uma figura considerando- se as fechadas como um sinal duplo e as abertas como um sinal simples, que deverão ser transcritos para a superfície do tabuleiro Opon Ifá.

Todo o procedimento é idêntico ao do Jogo de Ikin, as figuras são inscritas no Opon, saudadas interpretadas e decodificadas pelo Babalawo. As rezas e cânticos são os mesmos, só o processo de apuração é diferente.


quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

O GUERREIRO-JAGUN

Segundo as lendas e itans, conta-se que Jagun, era Guerreiro dos Exércitos de Obatalá e que foi enviado às Terras de Omolú para lutar pela páz em nome de Oxalá. Por isso, ele é cultuado em algumas nações como “Qualidade de Omolú”, por ter passado vários anos em terras de Omolú. Trata-se de um Orixá Funfun, pois o culto a Jagun nasceu no Ekiti Efon, por esse motivo Jagun é cultuado no Axé Efon como um Orixá separado de Omolú. Antes dele ter ido para as terras de Omolú já existia seu culto no Ekiti, onde era sua terra natal. Assim também conta seus itans que Jagun teve passagem não só nas terras de Omolú,mas também nas terras de Ifé (Terra de Ogun) e Elegibô (Terra de Osayan). Pela ordem do meridilogun, Jagun responde no Odú Ejionilê (oitavo Odu) Odú regido por Oxaguiã, Odú no qual também respondemoutros Guerreiros Brancos como Ogun-Já e Oxaguiã Ajagunãn. Pela ordem de chegada dos odus, o culto a Jagun nasceu no Odu Okaran.Jagun é um Orixá ambicioso, luta para conquistar posição alta semver de que maneira…Apesar de ser Orixá Funfun (branco), é considerado ecultuado como Santo de Guerra, “santo quente”, carrega uma lança prateada na mão e um facão ao adaga e muitas das vezes dependendo docaminho de Jagun ele usa até um ofá nas mãos,pois conta se um itan que Oxalá o nomeia como o guerreiro de todas as armas veste-se somente de
branco. Usa contas brancas rajadas de preto e dependendo da qualidade,intercalada com contas brancas, gosta também de contas feitas de buziose marfin. Jágun é Orixá Jovem,quase chega ser um menino adolecente de Obatalá .. Ligado a Obatalá (Rei no pano branco ), tem caminhos comOgun Já, Oxaguiã – Ajagunãn, e Ayrá. Tem caminhos também com Yemanjá e as Yabás, pois elas acalmam sua fúria.Quem traz Jágun aobarracão é Oxaguiã. Ele é considerado o “protetor” e “guardião” de Oxalufã. Carrega consigo o Odú Ejionilê. Por ser considerado OrixáFunfun (branco) não leva azeite de dendê, e sim azeite doce , banha de ori, adin e as vezes mel e de preferencia a banha de Ori, suas comidassão todas brancas, aceita pipocas feitas na areia, bolas de inhamecozido, bolas de arroz, acaçá, obí funfun (claro), come também do Ebô(canjica) de Oxalá, assim como seus bichos também devem ser todosbrancos, por ser ligado ao rei do pano branco (Obatalá ). Jágun dançacom outros Orixás, acompanha na dança; Ogun e principalmente Oxaguiã ee Jágun é extremamente guerreiro, Entao para deixar claro Jagun ou Ajagun é um Orisá e nao um vodu,ele tem
seu culto em Ektití onde nasceu,mais tambem nas terras de
Mehí,Savalu,Ifé,Save e Elegibo..Jagun foi um Orisá que muito andou
recebeu muitos titulos e em cada cidade foi visto como um tal
Orisá..lembrando que a palavra Jagun pode se referi a Ogun,Obalwaye e
outro guerreiros + Jagun Funfun só existe um..Que é Baba Ajagun nosso
grande pai e rei irmãos de Já e Ajagunan...Jagun é um Orisá de Efan que
teve ligaçao com as terras do Mahí,mas ele é um Orisá funfun e não é um
vodu.Por muito tempo o culto a Jagun foi assimilado ao Omolu,sendo que
no Asé Efón esta se resgatando seu culto,com cantigas,rezas própias e
preceitos altamente diferente de Omolu..
Jagun um Orixá exclusivo do axé Efon, mas que foi migrado para as terras
de Gege Mahí e Ketú….Jagun é um lindo Orixá de grande valor no Axé
Efón, lembrando que o culto à Jagun no Efón (efan) é separado de
Obaluaye….Suas folhas: Akoko, algodão, saiao fortuna. folha de obi, folhas de
iroko , folhas oguegue e todos folhas de Oxalá…

O nascimento dos três guerreiros Funfun

Contam os itans (lendas), que os 3 Guerreiros Brancos, Já, Jagun e Ajagunan
) e soprasse nas entradas da cidade. Assim ela fez, logo mais tarde os três guerreiros chegaram quando se deparou com as entradas das cidades ele ficaram cegos e tontos por horas. Atin e o casco dos igbís ela fizesse um pó(igbís com 8 Osalá,ele mandou ela fazer uma oferenda a Ifá muito esperta foi até Osun que os 3 guerreorrao iriam invadir suas terras,Agés, ela foi avisada pelas Mí Íyá, detentora dos poderes de Osun), mas Osogbo (Osun contra umas das cidades de guerriar perdia uma batalha, um belo dia eles foram naoeram grande guerreiros e  Ajagunan,Já e Jagunque  itan,pois conta se um Nanã e Bessen,Sapatá sim ele foi para terras de Mahí teve ligação com as terras de Jagunpara que ele mantenha sua vida sempre próspera e fluindo.  Ayrá uma comida a arriando podem sempre que puderem estar Orixás. E os filhos destes Ayrá a vida da pessoa tirando-a da estagnação é reaquece (deixando a vida de seus filhos parada, estagnada por um período) e só quem Igbinentram novamente no casco do  Ajagunane  Jagun, pois em uma determinada época os 3 irmãos Guerreiros: Já, Ayrá e Oxalufã e principalmente a Yemanjá, não existem sem um conjunto), são ligados entre si, á Orixás (Brancos) (pois estes Funfun Orixás, tem que saber o quanto é importante arrumar todo o seu complexo de Orixás. Portanto a Ligação dos 3 irmãos é muito grande nos enredos de santo. Todas as pessoas que são iniciadas para esses Oxalufã(caramujo), considerados portanto filhos de  Igbin dentro do casco do Oxalufã de sêmem, foram gerados do

 

Nisso eles se perderam um do outro, foi ai que aconteceu de Jagun chegar as terras de Sapatá(Obaluaye). Jagun, lá encontrou Ossayn, que lhe fez varias infusões de folhas para curar Jagun da cegueira e do mal estar. Com isso Jagun passou a ter grande ligação com Ossayn, a ponto de Ossayn dar-lhe o segredo da cura pelas ervas. La também, Jagun conheceu Yewá que foi a mulher que ele se apaixonou e ainda teve um filho. Então Jagun por anos e anos viveu em na terras dos Voduns, junto com a família unjí. 

Com isso ele adquiriu muitos hábitos iguais e passou a comer certas comidas que eles comiam. Mas mesmo assim, Jagun sempre se vestiu de branco e nunca tapou seu rosto de palha como Obalwayê. 

Conta também um itan: Que depois de anos, la na cidade de Ekití, Olooke o grande senhor da montanha e rei de Ektií e pai de Osun, sentia falta de sua filha na cidade onde ela nasceu. Osun,estava na cidade de Osogbo, então Olooke por ser muito amigo e companheiro inseparável de Obatalá, pediu a ele que enviasse seu filho Osagyan para buscar Osun. Assim fez, Osagyan foi buscar Osun a força, Osun não queria vir e ele não conseguiu trazê-la de volta, pois Osun amava a cidade de Osogbo onde ela comandava sózinha tudo aquilo. Então voltou Osagyan para Obatalá sem Osun. Osagyan com medo da reação de Olooke pediu a Obatala que não deixasse ele fazer nada contra ele. Olooke então lembrou do outro guerreiro de Osalá que se chamava Jagun e que ele muito confiava. Olooke ao saber que Jagun tinha sofrido um golpe por feitiço de Osun,ele imediatamente mandou chamar Jagun. Jagun então voltou a terra de Ekití onde ele nasceu, foi perante a Oké e lhe pediu perdão por anos sumido de suas terras Olooke pediu que ele fosse buscar Osun, Jagun retrucou dizendo que ela tinha o poder das Íyas e que ele não conseguiria. Olooke como ele que tinha outorgado a Iyas seus poderes de Agé, falou: Ómo Jagun vá que nada te acontecera. Assim fez Jagun foi chegou e trouxe Osun. Olooke por estar tão feliz em ver sua filha de volta deu o titulo a Jagun de Jagun-Efan, que seria guerreiro de Osun. Ele muito grato a Jagun deu lhe o privilegio de ser uns príncipes de Efan e dividir o reinado do Ekiti com Osun, para que Osun sempre lembra-se dele. 

Bom, com isso Jagun volto a terra de Efan, mas Jagun não esquecera as terras do Dgege onde tinha filho, mulher e amigos. Ai demonstra o porque o Efan acabou tendo ligação com as terras dos voduns e porque hoje em dia e no antigo terreiro do Oloroke cultuava Iroko,Omolu,Bessen,nana e outros vodus. 

Jagun (voodun ligado ao tempo), é um voodun que como alguns pensam ser da família de Sakpatá e Azunsun (voodun da terra, um voodun aynon), não o é. É um voodun a parte, ou seja, voodun diferentemente da família citada, as folhas, as roupas, isès e o assentamento de Jagun são diferentes do voodun Sakpatá e familia Azunsun; Jagun possui 04 família (04 qualidades como alguns chamam), veste-se geralmente de branco, dependendo do caminho q este venha ou estampados bem claros entre as cores (branca, vermelho e marrom), não usa jamais a cor preta; suas contas são muito diferentes da família de Sakpatá e Azunsun; não usa palha da costa, não usa mascaras como tenho visto comumente; porém, vem coberto de acordo com a família do voodun e não trás shashará (xaxará), usa muitos cawri (búzios), shawrò (guizo) e cabaças; dependendo da família cada um trás um instrumento diferentemente nas mãos; não existe um igual ao outro dentro da familia de Jagun; seu sandrós são diferentes do da família de Sakpatá e Azunsun. Voodun ligado totalmente ao tempo (ayiè); voodun muito rico e prospero mas simples ao estremo; possui fundamentos com voodun Gújá e Jagunà (Jagunan).